domingo, 20 de março de 2011

Ler para os alunos





Quando o objetivo é ler para os alunos buscando garantir a semelhança com as situações sociais em que faz sentido ler para outras pessoas, é importante que o professor:

• Explicite sempre os motivos pelos quais deseja compartilhar a leitura com eles: porque o texto trata de uma questão interessante, porque conta uma linda história, porque é atual, porque está relacionado com um tema original, porque é divertido, porque é surpreendente, porque ajudará a classe a resolver um problema ou uma questão com a qual esteja envolvida.

• Demonstre que a qualidade do texto é o que motivou a sua escolha como algo que vale a pena ser lido: porque é interessante, instigante ou emocionante...

• Em se tratando de textos literários, evite escolher aqueles em que “o didático” – a intenção de transmitir um ensinamento moral, por exemplo – supere a qualidade literária, em que o texto é utilizado principalmente como pretexto para ensinar algum conteúdo escolar.

• Em se tratando de gêneros informativos, evite escolher textos com informações banalizadas, incompletas, distorcidas, simplificadas, supostamente escritas para um público infantil.

• Compartilhe com os alunos seu próprio comportamento de leitor experiente, mostrando-se interessado, surpreso, emocionado ou entusiasmado com o texto escolhido – relendo certos trechos, sempre que valha a pena ou seja necessário, como a passagem mais surpreendente da história, a parte mais complexa do texto, a questão central da notícia, entre outras possibilidades.

• Opine sobre o que leu, coloque seus pontos de vista aos alunos e convide-os sempre a fazer o mesmo – quer dizer, aja como qualquer leitor “de verdade”.

• Ajude os alunos a descobrir o significado do texto a partir do contexto, em vez de ficar explicando a toda hora as palavras que considera difícil.

• Ofereça elementos contextuais que conferem sentido à leitura e favorecem a antecipação do que o texto diz. Isso se dá quando por exemplo:

• Comunica aos alunos onde e como encontrou o texto;

• Mostra a eles o portador do texto: se for um livro, mostra a capa na qual lê os dados (título, autor, editora); se for um jornal, faz referência à seção na qual o texto aparece, procurando-a diante deles; se for uma carta, diz como chegou às suas mãos e a quem está dirigida etc;

• Oferece informações complementares sobre o texto, o autor, o portador: se o que vai ler é um conto ou um poema, lê também partes do prólogo do livro ou conta dados biográficos do autor, se é uma noticia, faz referência a outras notícias parecidas; se é um texto de uma enciclopédia, pode investigar o que os alunos já sabem sobre o tema.

Essa prática diária traz, a longo prazo, uma série de benefícios para os textos dos alunos, pois pouco a pouco eles vão criando um repertório de bons modelos de textos. Quando as crianças ainda não lêem e escrevem convencionalmente, apropriam-se da linguagem que se utiliza para escrever (que é diferente da que se usa para falar) e também dos gêneros textuais, ouvindo alguém ler para elas textos onde a linguagem escrita é empregada de forma cuidadosa e primorosa.

Essa é uma atividade aparentemente simples, mas que requer alguns cuidados, como por exemplo:

1. Inicie a aula sempre com uma leitura;

2. Escolha bons autores da literatura, textos com qualidade literária, evite os de frases curtas e com linguagem simplificada demais;

3. Ler é diferente de contar, por isso seja fiel ao que está escrito, leia para eles;

4. Não se preocupe em transformar essa atividade numa exploração de vocabulário: deixe que as crianças “deduzam” o significado das palavras desconhecidas a partir do contexto; a interpretação também não é necessária nesse momento;

5. Você pode ler um texto inteiro (uma notícia, um conto, um poema etc), desde que não seja muito longo, ou optar por um livro inteiro e ler um capítulo por dia;

6. E, finalmente, essa atividade não deve levar mais do que 5 a 10 minutos da aula.



Enfim, para que o professor possa saber quais são as melhores formas de trazer a leitura para dentro de sua sala de aula como algo atraente e interessante, talvez o critério mais eficaz seja o seguinte; agir com seus alunos como gostaria que seus professores tivessem agido com ele próprio para ajudá-lo a ser leitor interessado e disposto a “enfrentar” qualquer tipo de texto.



Adaptado por Rosaura Soligo e Rosangela Veliago a partir do texto da pesquisadora Argentina Delia Lerner, in Actualización Curricular – EGB – Primer Ciclo. Secretaria de Educación/Direccion de Curriculum. Municipalidad de la Ciudad de Benos Aires.



HISTÓRIA A MAGIA DO ALFABETO









NO CASTELO ENCANTADO DA FADA ROSA MORAVAM TODAS AS LETRAS DO ALFABETO. VIVIAM FELIZES E BRINCAVAM MUITO.

UM DIA A FADA AZUL DO CASTELO DOS NÚMEROS CONVIDOU AS LETRAS PARA UMA FESTA, MAS A FADA ROSA NÃO DEIXOU ELAS IREM PORQUE IRIA CHOVER.

ALGUMAS SAIRAM ESCONDIDAS E FORAM À FESTA, E OUTRAS FICARAM (AS VOGAIS). QUANDO VOLTAVAM, CAIU UMA TEMPESTADE COM RAIOS E TROVÕES. UM RAIO CAIU NA LETRA H E ELA FICOU MUDA, AS OUTRAS LETRAS FICARAM MUITO ASSUSTADAS.

AO CHEGAREM NO CASTELO, LEVARAM UMA BRONCA DA FADA ROSA QUE LHES DEU UM CASTIGO: NUNCA MAIS TERIAM SOM PRÓPRIO, SEMPRE TERIAM QUE TER UMA VOGAL ACOMPANHANDO-AS. E ASSIM FOI QUE SURGIU AS VOGAIS E CONSOANTES.


Fonte:http://cantinholudicodagre.blogspot.com/

Hipóteses da escrita das crianças

1) Fase pré – silábica



- Sabe que a escrita é uma forma de representação

- Pode usar letras ou pseudoletras, garatujas, números

- Não compreende que a escrita é a representação da fala

- Organiza as letras em quantidade ( mínimo e máximo de letras para ler)

- Vai direto para o significado, sem passar para sonora

- Variação de letras – ALSI (elefante)

- Ela relaciona o tamanho da palavra com o tamanho do objeto (Realismo Nominal)



2) Fase silábica

A) Sem valor sonoro:

- Ainda não faz relação com o som com a grafia.

- Usa uma letra para representar cada sílaba, sem se preocupar com o valor sonoro.

Ex:. BOLA __PT


CAVALO___BUP

B) Com valor sonoro:

- A escrita representa a fala

- Percebe a relação de som com a grafia.

- Escreve uma letra para cada sílaba.


Exs.: BOLA____OA ( valor sonoro só nas vogais )
BOLA____BL ( só usa consoantes )


3) Fase silábica-alfabética

- Apresenta a escrita algumas vezes com sílabas completas e outras incompletas


- Alterna escrita silábica com alfabética.


Exs.: CAVALO_____CVLU

TOMATE_____TOMT



4) Fase alfabética



- Faz a correspondência entre fonemas (som) e grafemas (letras)



- Escreve como fala


Exs.: CAVALO _______KAVALU


TOMATE_______ TUMATI





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