NUTRIÇÃO DIÁRIA

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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

CRIANÇAS DE 4 ANOS

(Re)conhecendo as crianças de 4 anos e laborando a rotina.


Ouvimos muitas vezes as pessoas a dizerem “essa criança está muito desenvolvida para a sua idade”, mas nem sempre é claro o que isso significa. Conforme as idades, o seu desenvolvimento físico, motor, cognitivo, emocional e social permitem à criança conquistar determinadas metas que são normais e esperadas. Conheça qual o desenvolvimento típico de uma criança de 4 anos.

Desenvolvimento físico

• Pesa entre 13 e 23 quilos

• Mede entre 93cm e 1m17cm

• Necessita de dormir entre 10 e 12 horas todas as noites

Desenvolvimento motor

• Veste e calça-se sem necessitar de muita ajuda

• Come sozinha, já sabe usar bem o garfo, faca e colher

• Penteia o cabelo e lava os dentes sozinha

• Consegue andar em linha reta de forma direita

• Corre e salta sobre e em torno de obstáculos com facilidade

• Sobe e desce sem grande dificuldade

• Salta bem sobre um pé apenas

• Apanha, atira e dribla bem uma bola

• Já anda bem de triciclo

• Consegue empilhar objetos sem dificuldade

• Cria formas e objetos com recurso a plasticina

• Segura bem num lápis e faz desenhos legíveis

• Já sabe usar uma tesoura infantil

Desenvolvimento cognitivo

• Fala fluentemente, com frases muito completas

• Adora inventar palavras, cantar canções e rimas

• Gosta de conversar, ter longas conversas

• Já conhece muitas letras do alfabeto e até algumas palavras mais familiares

• Pode já saber escrever o seu próprio nome

• Já sabe dizer o nome completo, onde mora e o número de telefone

• Faz muitas perguntas

• Responde facilmente às perguntas que lhe são feitas

• Percebe e recorde-se bem dos seus feitos/sucessos

• Já sabe distinguir entre ontem, hoje e amanhã

• Percebe bem a rotina diária e o que sucede a quê

• Consegue atender a um pedido com 2 ou 3 ações distintas

• Já percebe os conceitos relacionados com: quantidades, tamanhos, pesos, medidas, texturas, cores, distâncias, tempo e posições

• A sua capacidade de atenção é maior, consegue concentrar-se na mesma atividade durante 10 a 15 minutos

• Consegue ordenar objetos do mais baixo para o mais alto, do mais pequeno para o maior

• Conta até 7 objetos em voz alta, embora nem sempre na ordem correta

• Já sabe entre 6 e 8 cores

• Reconhece cerca de 3 formas diferentes

Desenvolvimento emocional

• Ainda tem dificuldade em separar a realidade da fantasia

• É muito entusiasta, tem sempre muita pressa em tudo

• Tem uma imaginação muito vívida

• Pode mentir para se proteger mas ainda não percebe o que é uma mentira

• Capacidade de sentir ciúme

• É mais cooperante

• Gosta de se exibir a si própria e às suas coisas

• Tem mais confiança

• Começa a perceber o que é o perigo

• Pode ter medo de muitas coisas, inclusive do escuro e dos “monstros”

• Ainda tem birras, normalmente em relação a pequenas coisas

• Capacidade de sentir raiva e frustração, principalmente quando algo não está a correr como quer

• Passa a exprimir o seu descontentamento/raiva mais verbalmente do que fisicamente

• Por vezes ainda é agressiva e/ou violenta

• Já sabe fazer ameaças

Desenvolvimento social

• Está mais independente em relação aos adultos

• Gosta de obter a aprovação dos adultos

• Gosta de brincar com outras crianças, nomeadamente com aquelas que têm a mesma idade

• Já consegue brincar em grupo

• Embora goste de brincar com crianças de ambos os sexos, já tem uma maior preferência por brincar com crianças do mesmo sexo que o seu

• Já sabe partilhar com as outras crianças e fá-lo na maioria das vezes

• Por vezes pode querer ser o líder

• Gosta de alterar as regras da brincadeira à medida que se brinca

• Pode chamar nomes às outras crianças, fazer queixa das mesmas aos adultos

• Pode ter um ou mais amigos imaginários

• Gosta de contar histórias e anedotas – muitas vezes sem nexo – aos adultos

• Está constantemente a perguntar porquê

• Gosta de chocar os outros – crianças e adultos – ao usar palavrões e outras palavras proibidas

• Quando brinca gosta de imitar os pais, normalmente o do mesmo sexo

• Adora brincar às personagens: professora, dona do café, dono da loja, bombeiro, polícia…



A ROTINA como auxiliar na educação das crianças

Lilian de Oliveira Costa

Diretora Pedagógica da Escola Visconde de Sabugosa

É na Educação Infantil que a criança forma hábitos que levará pela vida inteira. Para auxiliá-las na formação de hábitos e na construção de conhecimentos, a rotina é de fundamental importância.

Entretanto, a mesma não pode ser vista como maçante tediosa, e sim como organizadora do tempo e espaço,

proporcionando às crianças uma sensação de segurança. Devemos estabelecer uma rotina para a criança não só na

escola, mas também em casa. A criança que tem uma sequência de atividades no seu dia-a-dia é mais tranqüila e

mais consciente de suas atribuições.

Organizar a rotina de uma criança pressupõe pensar numa sequência de atividades diárias em casa e na escola,

que sejam importantes para o seu desenvolvimento. Para isso, devem ser levadas em consideração as necessidades

da criança e do grupo, no caso da rotina escolar. As atividades de uma rotina devem ter a participação das

crianças, para que elas entendam sua real necessidade e tornem-se parte integrante dessa organização, entendendo- a melhor e, por consequência, cumprindo-a. Perceber as características predominantes da criança e do grupo são tarefas essenciais antes de se estabelecer uma rotina. O ritmo da turma indicará o tipo e o horário das atividades.

O professor deve levar em consideração a idade das crianças, as preferências de brincadeiras, os espaços preferidos, o que lhes chamam mais atenção, em que parte do dia elas estão mais tranqüilas e mais agitadas, dentre outras observações. Conciliar a rotina com a programação curricular e os objetivos que se pretende atingir é algo que o professor deve saber administrar. Na escola, o grupo diverge em gostos e opiniões. Por isso, é importante manter uma negociação democrática e justa. Em alguns casos o professor pode oferecer alternativas às crianças no que diz respeito à forma de executar as atividades, desde que seus objetivos não sejam comprometidos. Em casa não é diferente. A criança sabe que o leite é importante para a sua saúde, mas pode escolher se quer o leite com achocolatado, o iogurte ou o queijinho. As negociações e opções de escolha são importantes para integrá as crianças na estruturação da rotina, tornando-as mais responsáveis por suas decisões. Desta maneira, conseguimos estruturar a rotina das crianças, da família e da sala de aula. Uma vez determinada a rotina, é importante que tenhamos persistência em cumpri-la para que ela se valide, mas não de forma rígida e inflexível. Imprevistos acontecem, interesses mudam e necessidades também.

A proposta pedagógica de algumas escolas faz com que as construções sejam estabelecidas pelas crianças, com a intervenção do professor. Por isso, ao chegarem na escola, as crianças se reúnem para a primeira roda, que é a mais importante do dia. Nela, as crianças se cumprimentam, desejam-se boas vindas por meio de músicas, comentam o para casa feito e, por fim, montam juntos a rotina do dia. A rotina tem seu lugar no planejamento de cada turma, mudando apenas a forma de fazê-la. Ora com apoio de desenhos, fotos ou gravuras, ora escrita e ora com objetos que remetem à atividade em específico. O importante é que essa rotina realmente sirva de apoio para as crianças, orientando-as quanto à sequência de atividades e o tempo para concluí-las. A participação da criança

na montagem da rotina é fundamental. Se, por exemplo, elas sugerem faz-de-conta e a atividade já foi dada duas vezes na semana, a professora pode negociar com a turma, programando um outro dia e explicar que outras atividades são importantes para a turma, dando a oportunidade delas participarem na escolha das mesmas. Ao negociar com o grupo, a professora consegue a compreensão das crianças, que certamente cobrarão o combinado.



ROTINA FLEXÍVEL E JUSTIFICADA

Pode acontecer de determinada atividade ser cancelada. Nesse caso, é importante sentar com a turma e explicar o motivo do seu cancelamento, buscando sugestões sobre que fazer como alternativa. Se, por exemplo, foi programada uma excursão ao Parque das Mangabeiras mas amanheceu chovendo, algumas crianças sugerem que levemos guarda-chuva, outras, que usemos capas. Assim, com conversas e negociações, acabamos remarcando o passeio para outro dia. A participação do grupo e o respeito com os membros é condição fundamental para o sucesso da rotina.



A ROTINA COMO RECURSO DE AVALIAÇÃO E CRESCIMENTO

Ao final de cada trabalho executado, é importante que este seja avaliado. Algumas turmas verbalizam o que acharam de cada tarefa, outras se manifestam simbolicamente. O interessante é que, ao avaliarem o trabalho ou atividade, as crianças conseguem perceber o que deve ou não ser melhorado. Quando avaliam um trabalho de pintura, por exemplo, as crianças admitem que misturaram os pincéis sujando as tintas dos potinhos e, assim, se comprometem a ficarem mais atentas da próxima vez.

Exemplos de atividades de rotina

Atividades de organização coletiva

Atividades de cuidado pessoal

Atividades dirigidas

Atividades livres (menos dirigidas pelo professor).



1 - Chegada com canção

2 - Organização dos materiais individuais

3 - Preenchimento de cartazes como quantidade de alunos presentes e ausentes, ajudantes do dia, chamada com cartões de nomes dos alunos...

4 - Conversa sobre algum assunto a ser tratado,..., roda de conversa

5 - Atividade de registro (áreas do conhecimento)

6 - Parque ou brincadeira ou fantasia ou jogo (algo de movimento e corporal)

7 - Higiene pessoal (lavar mãos...)

8 - Lanche/Escovação

9 - Roda de História Infantil

10 - Massinha

11 - ou outra atividade de registro

É importante todos os dias haver músicas cantadas, roda de conversa e/ou história, higiene, registros gráficos e atividades de movimento.



Eu, nós e todo mundo na escola

Faixa etária

0 a 3 anos

Conteúdo

Identidade e autonomia

Introdução

A construção da identidade se dá por meio das interações da criança com o seu meio social. A escola de Educação Infantil é um universo social diferente do da família, favorecendo novas interações, ampliando desta maneira seus conhecimentos a respeito de si e dos outros. A auto-imagem também é construída a partir das relações estabelecidas nos grupos em que a criança convive. Um ambiente farto em interações, que acolha as particularidades de cada indivíduo, promova o reconhecimento das diversidades, aceitando-as e respeitando-as, ao mesmo tempo que contribui para a construção da unidade coletiva, favorece a estruturação da identidade, bem como de uma auto imagem positiva.



Tendo em vista estes propósitos, a utilização de fotos pode ser amplamente aproveitada pelo professor de educação infantil. Este recurso visual promove situações de interação, reconhecimento e construção da auto-imagem, favorece as trocas e a percepção do outro e, das igualdades e diferenças, e consequentemente, de si.



Objetivos

- Interagir e relacionar-se por meio de fotos.

- Perceber-se a si e ao outro, as igualdades e diferenças, mediante as interações estabelecidas.

-Sentir-se valorizado e reconhecido enquanto indivíduo.

-Enxergar-se a si próprio como parte de um grupo, de uma unidade complexa.



Tempo estimado

Um a dois meses.

Esta seqüência didática foi traçada considerando as necessidades das crianças de se reconhecerem no grupo no início do ano letivo. Desta forma, foram pensadas atividades numa sequência, que pode ser alterada conforme as necessidades e interesses de cada grupo. Depois desta sequênica inicial é interessante que algumas atividades ocorram diariamente no decorrer do ano, como a elaboração da rotina e a elaboração do quadro de presença.



Material necessário

- Fotos das crianças sozinhas, com seus familiares, com seu brinquedo preferido, e outras, realizando atividades que gosta sozinhas e junto de seus colegas na escola.

- Caixinhas de sapato infantil para servir de caixinhas surpresa. Podem ser pintadas, ou forradas.

- Papel craft para fazer cartazes de pregas.

- Papel cartão colorido e cola para confeccionar os cartazes com janelinhas.

- Fita adesiva.



Desenvolvimento das atividades



Sequência 1 : eu, eu e eu

1. Numa roda, distribuir caixinhas supresa para as crianças com suas respectivas fotos dentro, de forma que abram e encontrem a sua imagem.

2. Distribuir as fotos e ajudar as crianças a cola-las sobre os cabides, onde ficam penduradas suas sacolas. Deixar as fotos sempre no mesmo lugar para que as crianças saibam o lugar destinado a ela guardar seus pertences. (Pode-se também fazer um mural de bolsos e, com ajuda das crianças, colar suas fotos, uma em cada bolso).

3. Fazer um cartaz de pregas representando a escola e outro representando a casa. Disponibilizar as fotos das crianças numa caixa que fique disponível a elas no início do dia. Deixe que olhem as fotos, encontrem as suas próprias e ensine-as a colocar no cartaz referente à escola.

4. Numa roda, sortear uma foto por vez para que o grupo identifique quem éIncentivar as crianças a nomear e a relacionar foto e colega. . Também podem cantar alguma canção simples, que diga os nomes das crianças neste momento, como Bom dia Mariana, com vai? Bom dia Mariana, como vai? Bom dia, Mariana, bom dia Mariana, bom dia, Mariana, como vai?. Cada um leva a sua foto ao cartaz da escola.

5. Espalhar fotos pelo espaço e brincar com as crianças de encontrar. Pode cantar uma canção simples como: Cadê o Léo, cadê o Léo, o Léo onde é que está? Cada um leva a sua foto ao cartaz da escola.

6. Fazer um cartaz com xerox repetidos e misturados das fotos de todas as crianças. Brincar com as crianças de cada uma encontrar as suas próprias fotos entre as demais.



Sequência 2: eu, tu, eles

1. Preparar um pequeno cartaz com janelinhas que abrem e fecham, uma sobre a outra, para cada criança (uma coluna, com espaço para quatro ou cinco fotos). Na janelinha de cima, colocar a foto da criança e fechar, de forma que a foto fiue escondida. Sugerir às crianças que abram as janelinhas e encontrem qual é o seu cartaz.

2. Nas caixinhas surpresas colocar as fotos das crianças com seus familiares. Distribui-las entre as crianças aleatoriamente. Deixar que abram e sugerir que descubram de quem é a foto que encontraram. Cada um entrega a foto que encontrou para o seu dono. O dono da foto cola-a, com ajuda do professor, no seu cartaz de janelinhas.

3. Em roda, cada criança mostra a foto do seu brinquedo preferido para o grupo e, com ajuda do professor, conta o que é e como brinca com ele. Depois, colam na janelinha seguinte de seu cartaz.

4. Repetir a atividade acima quantas vezes quiser, acrescentando fotos de outras coisas significativas do universo familiar de cada criança (foto do quarto, do animal de estimação etc.)



Sequência 3: nós e todo mundo

1. Com os cartazes, montar um biombo para sala, ou um grande mural, ao qual as crianças terão acesso livre para verificar as fotos de suas janelinhas e as de seus colegas.

2. Tirar fotos das crianças na escola, em suas atividades cotidianas, em pequenos ou em grandes grupos. Montar um móbile na altura das crianças para enfeitar um canto da sala.

3. Entre algumas fotos tiradas na escola, selecionar as mais ilustrativas das atividades que acontecem diariamente para confeccionar um quadro de rotina do grupo.

4. Todos os dias montar a rotina, sequenciando as atividades representadas pelas fotos, com ajuda das crianças.

Quer saber mais?

Bibliografia

As cem linguagens da criança, Carolyn Edwards, ARTMED

Aprender e ensinar na Educação Infantil, Eulália Bassedas, ARTMED

Referencial Nacional para a Educação Infantil, MEC, 1998.

Orientações Curriculares: Expectativas de Aprendizagem e Orientações Didáticas para a Educação Infantil, PMSP - SME/ DOT, 2007.



A ROTINA como auxiliar na educação das crianças

Lilian de Oliveira Costa

Diretora Pedagógica da Escola Visconde de Sabugosa

É na Educação Infantil que a criança forma hábitos que levará pela vida inteira. Para auxiliá-las na formação de hábitos e na construção de conhecimentos, a rotina é de fundamental importância.

Entretanto, a mesma não pode ser vista como maçante tediosa, e sim como organizadora do tempo e espaço,

proporcionando às crianças uma sensação de segurança. Devemos estabelecer uma rotina para a criança não só na

escola, mas também em casa. A criança que tem uma sequência de atividades no seu dia-a-dia é mais tranqüila e

mais consciente de suas atribuições.

Organizar a rotina de uma criança pressupõe pensar numa sequência de atividades diárias em casa e na escola,

que sejam importantes para o seu desenvolvimento. Para isso, devem ser levadas em consideração as necessidades

da criança e do grupo, no caso da rotina escolar. As atividades de uma rotina devem ter a participação das

crianças, para que elas entendam sua real necessidade e tornem-se parte integrante dessa organização, entendendo- a melhor e, por consequência, cumprindo-a. Perceber as características predominantes da criança e do grupo são tarefas essenciais antes de se estabelecer uma rotina. O ritmo da turma indicará o tipo e o horário das atividades.

O professor deve levar em consideração a idade das crianças, as preferências de brincadeiras, os espaços preferidos, o que lhes chamam mais atenção, em que parte do dia elas estão mais tranqüilas e mais agitadas, dentre outras observações. Conciliar a rotina com a programação curricular e os objetivos que se pretende atingir é algo que o professor deve saber administrar. Na escola, o grupo diverge em gostos e opiniões. Por isso, é importante manter uma negociação democrática e justa. Em alguns casos o professor pode oferecer alternativas às crianças no que diz respeito à forma de executar as atividades, desde que seus objetivos não sejam comprometidos. Em casa não é diferente. A criança sabe que o leite é importante para a sua saúde, mas pode escolher se quer o leite com achocolatado, o iogurte ou o queijinho. As negociações e opções de escolha são importantes para integrá as crianças na estruturação da rotina, tornando-as mais responsáveis por suas decisões. Desta maneira, conseguimos estruturar a rotina das crianças, da família e da sala de aula. Uma vez determinada a rotina, é importante que tenhamos persistência em cumpri-la para que ela se valide, mas não de forma rígida e inflexível. Imprevistos acontecem, interesses mudam e necessidades também.

A proposta pedagógica de algumas escolas faz com que as construções sejam estabelecidas pelas crianças, com a intervenção do professor. Por isso, ao chegarem na escola, as crianças se reúnem para a primeira roda, que é a mais importante do dia. Nela, as crianças se cumprimentam, desejam-se boas vindas por meio de músicas, comentam o para casa feito e, por fim, montam juntos a rotina do dia. A rotina tem seu lugar no planejamento de cada turma, mudando apenas a forma de fazê-la. Ora com apoio de desenhos, fotos ou gravuras, ora escrita e ora com objetos que remetem à atividade em específico. O importante é que essa rotina realmente sirva de apoio para as crianças, orientando-as quanto à sequência de atividades e o tempo para concluí-las. A participação da criança

na montagem da rotina é fundamental. Se, por exemplo, elas sugerem faz-de-conta e a atividade já foi dada duas vezes na semana, a professora pode negociar com a turma, programando um outro dia e explicar que outras atividades são importantes para a turma, dando a oportunidade delas participarem na escolha das mesmas. Ao negociar com o grupo, a professora consegue a compreensão das crianças, que certamente cobrarão o combinado.

ROTINA FLEXÍVEL E JUSTIFICADA

Pode acontecer de determinada atividade ser cancelada. Nesse caso, é importante sentar com a turma e explicar o motivo do seu cancelamento, buscando sugestões sobre que fazer como alternativa. Se, por exemplo, foi programada uma excursão ao Parque das Mangabeiras mas amanheceu chovendo, algumas crianças sugerem que levemos guarda-chuva, outras, que usemos capas. Assim, com conversas e negociações, acabamos remarcando o passeio para outro dia. A participação do grupo e o respeito com os membros é condição fundamental para o sucesso da rotina.

A ROTINA COMO RECURSO DE AVALIAÇÃO E CRESCIMENTO

Ao final de cada trabalho executado, é importante que este seja avaliado. Algumas turmas verbalizam o que acharam de cada tarefa, outras se manifestam simbolicamente. O interessante é que, ao avaliarem o trabalho ou atividade, as crianças conseguem perceber o que deve ou não ser melhorado. Quando avaliam um trabalho de pintura, por exemplo, as crianças admitem que misturaram os pincéis sujando as tintas dos potinhos e, assim, se comprometem a ficarem mais atentas da próxima vez.



Um comentário:

  1. minha filha tem 4 anos e ainda não fala o portugues correto mas e muio esperta e não quer ir para a escola q esta ha 2 anos diz ela que tem uma amiguinha a xingando batendo e irrritando ja conversei varias vezers e els dizem que nao ha nada demais ela poderia estar inventando esta estoria?

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