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quarta-feira, 9 de março de 2011

Agressividade é natural aos meninos e pode surgir nas meninas



RICARDO MIOTO

ENVIADO ESPECIAL A WASHINGTON

Mulheres são violentas porque o ambiente exige. Homens são violentos porque... porque são homens.

Essa é uma das conclusões de um estudo liderado por Nathalia Fontaine, da Universidade de Indiana.

Ela acompanhou mais de 9 mil gêmeos que nasceram no Reino Unido entre 1994 e 1996. Conversavam com pais, professores e com as próprias crianças.

Fontaine percebeu que, como era de esperar, uma maior agressividade em meninas estava ligada aos fatores ambientais: família desestruturada, sentimento de rejeição, evasão escolar.

Entre meninos, porém, o ambiente não parecia importar tanto. Eles já tinham um nível médio de agressividade mais alto, mesmo que criados a leite quente e requeijão.

Os meninos apresentaram também maiores níveis de narcisismo já aos sete anos, e menos empatia com os outros do que as meninas.

Os irmãos gêmeos idênticos dos meninos mais violentos também eram muito agressivos, mesmo que os dois tivessem sido criados em famílias separadas.

Já as meninas gêmeas idênticas criadas separadas podiam ter comportamentos completamente diferentes.

Aparentemente, concluiu Fontaine, a sociedade pode até transformar uma boa garota em um monstrinho, mas a maioria dos homens já é meio valentão de fábrica mesmo.

Adrian Raine mostrou ainda que meninos têm, em média, áreas cerebrais ligadas à empatia com os outros menores do que as meninas, especialmente o córtex pré-frontal.

Isso poderia explicar por que há tão poucos homens em carreiras ligadas ao cuidado, como enfermagem ou pedagogia.

O seu estudo reforça uma tese defendida há muito tempo pelos psicólogos evolutivos: homens encaram a violência como uma maneira legítima de interação social com desafetos.

Fazem isso de maneira consciente, ameaçando e, com frequência, atacando -imagine uma briga entre duas torcidas organizadas.

Mulheres também podem ser violentas, mas encaram atos agressivos como atitudes de descontrole, excepcionais.

Faz sentido: menos de 3% dos presos brasileiros são mulheres. Geralmente, cometeram crimes passionais ou foram presas porque ajudaram um companheiro criminoso.

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/885297-agressividade-e-natural-aos-meninos-e-pode-surgir-nas-meninas.shtml



Bebês desenvolvem a emoção a partir do sexto mês



Além do lado emocional, também começa a desenvolver a coordenação motora
É possível perceber a emoção da criança quando a mesma começa a apresentar estranhamentos

Todos os bebês começam a desenvolver o lado emocional e a coordenação motora a partir do sexto mês de vida e essa fase pode durar até o oitavo mês. É possível perceber a emoção da criança quando a mesma começa a apresentar estranhamentos ou mesmo constrangimentos.
Especialistas explicam que a rejeição do bebê pode estar relacionada com alguns momentos de trauma que aconteceu em algum período da vida, como por exemplo, um homem com voz grossa pode tê-lo assustado, ou mesmo algum barulho forte e estranho pode tê-lo surpreendido.
A psicóloga e tutora do Portal Educação, Denise Marcon, explica que quando o bebê nasce seus primeiros contatos sociais estão ligados à figura materna, que é responsável também por seus cuidados.
“Neste período, o bebê não consegue fazer a diferenciação entre ele e a mãe. Com o tempo e com o amadurecimento, isso vai passando e é quando ocorre esta separação. Esta fase tende a se concretizar quando a mãe volta ao trabalho, deixando o filho sob cuidados de outra pessoa”, completa.

Vale lembrar que o oitavo mês é o mais importante e é quando acontecem as mudanças constantes, como o medo, por exemplo. Neste período, a criança começa a sentir temor de ficar sozinha e de se separar dos pais e chega até a sonhar com esse afastamento.