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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Projeto: Quem sou eu?





Alunos Atendidos: Crianças em fase Pré-Escolar – Pode ser adaptado aos alunos de


Educação Infantil – Períodos: I e II.



Período: ( Mês em que será trabalhado ):___ ____________.

Duração: Em média duas semanas.



Objetivos:



Ao final do projeto os alunos deverão ser capazes de:



•Saber a história de sua vida;

•Conhecer a história e o significado de seu nome;

•Desenvolver a atenção para futura identificação de partes do corpo e órgãos dos

sentidos;

•Estimular o raciocínio e a percepção visual;

•Desenvolver a imaginação e a criatividade;

•Saber maior número de palavras e expressões antes desconhecidas ( Aumento e

enriquecimento do vocabulário );

•Identificar suas preferências em relação a tudo que o cerca, a sua realidade;

•Formar próprios conceitos através de descobertas e experimentações.

Culminância: Construção de um Mural coletivo e de um Álbum da vida – Individual.

“Se uma criança vive com aceitação e amizade; aprende a

encontrar o amor no mundo.”

( Eny e Esther Sarli)







1-Primeira Semana de Projeto:



•Em “rodinha” iniciar de maneira descontraída e atrativa uma dinâmica – O Professor apresenta uma caixa, com tampa, decorada da maneira que achar mais atraente a seus alunos e dentro de suas possibilidades – Podendo ser caixa de sapatos, de madeira, de vime, de qualquer outro artigo que tenha consumido, ou até mesmo um pequeno baú.



•O professor apresenta a caixa dizendo que dentro dela tem o que existe de mais

precioso, de mais importante, um verdadeiro tesouro.



•Propõe, então, uma brincadeira onde cada um terá que olhar o que tem dentro da caixa, ver qual é este tesouro e manter segredo – Um a um devem olhar e voltar ao lugar sem poder contar o que viu – Esta é a regra da brincadeira: Manter segredo.



•Dentro da caixa deve conter um espelho, bem no fundo, do tamanho exato da mesma.

No momento em que a criança for olhar o tesouro verá refletida sua própria imagem.



•A professora deve ficar atenta a cada reação individual ao deparar-se com a própria imagem. É fundamental criar um clima de muito interesse provocando sempre: Qual será este tesouro?



•Após todos terem visto sua imagem refletida dentro da caixa e terem tido as mais diferentes reações, cuidando sempre para que não falem enquanto todos não olharem, abrir então o debate, a conversa informal.



•O que vocês viram dentro da caixa? Descobriram o tesouro?



•Aproveitar cada resposta dos alunos, orientando-os quando necessário, mas

propiciando que se expressem.



•A conversa deve fluir até o ponto em que o professor perceber que os alunos perceberam que eles são o tesouro – cada um deles – por isso não poderiam contar o segredo – pois todos somos únicos – Ninguém é igual a ninguém.



Após a realização da Dinâmica do Tesouro, ainda em círculo, sentados de forma confortável, provocar os alunos para que observem seus próprios corpos e façam comparações: __ Quem é mais alto? Quem é mais baixo? Quem tem a mesma altura? __Quem tem cabelos loiros? Quem tem cabelos castanhos? Quem tem cabelos pretos? __ Quem é negro? Quem é moreno? Quem é branquinho?

__ Quem tem olhos azuis? E castanhos? __ Quem é menino? Quem é menina?

E assim propor que se agrupem de diferentes formas:



Exemplo: __Vamos juntar todas as crianças que tem cabelo bem curtinho do lado esquerdo em pé e todas as crianças que tem cabelos compridos do lado direito sentadas. __Vamos juntar os meninos de um lado e as meninas do outro.

__ Agora vão pular só as crianças que tem olhos azuis ou verdes.



Assim, o professor pode ir brincando, criando diferentes situações de acordo com a sua turma, sempre tendo como objetivo que façam comparações a partir das diferenças e semelhanças existentes no próprio corpo e no corpo dos amigos.

Concluir a atividade quando não houver mais interesse da turma.



Num segundo momento, que pode ser no mesmo dia ou não, o professor vai apresentar uma ficha, previamente preparada, xeroca ou mimeografada onde as crianças terão que completar fazendo seu auto-retrato. As informações contidas na ficha podem ser anotadas por escrito pela professora caso a turma ainda não seja alfabetizada, todavia, é fundamental que sejam todas discutidas individualmente e em grupo.

Segue exemplo de ficha que pode ser adaptada caso o professor ache necessário.



2-Quem sou eu?



Meu nome é:________________________________________

Tenho____ anos. Nasci no dia ___/___/___.

Meu endereço é:

__________________________________________________



__________________________________________________

Meu telefone é:______________.

O nome da minha mãe é:________________________________

O nome do meu pai é:__________________________________

Na minha família também tem:_____________________ que eu

gosto muito e cuida de mim.

Minha altura:__________.

Meu peso:____________.

Cor dos olhos:_________________.

Cor dos cabelos:________________.

Meu auto-retrato:



3-Desenho no bolo o número de velinhas correspondentes à sua idade:4




A seguir mais algumas sugestões de atividades

sistematizadas, afim de serem xerocas ou

mimeografadas pelo professor com intuito de ir

juntando material para o Álbum da Vida do aluno:



Pinte as figuras com a cor correta:

Meus olhos:

Meus cabelos:

Escreva o seu nome da forma em que você sabe:

Quantas letras tem o seu nome? Conte e cole uma bolinha de papel

crepom da sua cor preferida para cada letra :



5-Importante:



Chegando nesta etapa o professor deverá iniciar um trabalho criando uma identidade entre a criança e a escrita de seu nome. Seguem algumas sugestões de atividades práticas que podem ser realizadas durante este projeto ou até mesmo no decorrer de todo o ano letivo. Sugerimos que para o projeto em si: Quem sou eu? Sejam escolhidas no máximo 3 das atividades propostas: História do nome, Dança da Cadeira e mais uma a escolha do professor de acordo com o nível da turma. Mas, ficam as sugestões para trabalhos posteriores.

A construção da escrita do nome, na Educação Infantil, é vista como um grande

caminho a ser percorrido pela criança.



O nome próprio de uma criança é seu marco de identificação e, por isso, é tão valorizado por ela. É por esse motivo que o trabalho com o nome próprio gera uma relação de identidade da criança com a escrita.



É fundamental, para a construção da escrita do nome que a criança saiba que desenhar é diferente de escrever a partir desta diferenciação que a criança começa a se dar conta de que precisa algo mais do que um desenho para poder escrever o seu nome, e então começam a aparecer em seus trabalhos as tentativas da escrita, a qual pode estar representada por “risquinhos”, “bolinhas”, “cobrinhas”...



A primeira letra do nome próprio é sempre a mais reconhecida e escrita pelas crianças antes das demais. Muitas chegam a estabelecer uma relação de identidade que, em geral, as faz chamá-la de minha letra. É sempre aquela que reconhecem mais depressa em diferentes textos, cartazes, otdoors e outros.



A visualização é um mecanismo que faz parte da construção da escrita. Por este motivo é importante que os nomes estejam fixados nos gradis, nos materiais, nas lancheiras, nos crachás.



Ao identificar seu nome e observá-lo escrito em diferentes locais e materiais, a criança, consequentemente, o memoriza. A partir de então inicia-se seu relacionamento com a escrita como representação de sua identidade, auxiliando-a a ver-se como um indivíduo que possui identificação. Por isso seu nome é tão importante. É um marco identificatório.



O modelo da escrita do nome em diferentes materiais informa à criança sobre quais são as letras e qual a quantidade necessária de letras para escrevê-lo, além de informar a posição e a ordem em que aparecem no seu nome.

É importante, nesse trabalho, a busca de semelhanças e diferenças, as posições

das letras, os diferentes modos de escrita.



É interessante desafiar a criança nesta questão. Por exemplo: “Pus a primeira letra do nome de Camila. Onde ponho a segunda? Aqui ou aqui”? ( indicando à direita ou à esquerda da letra C ). Este tipo de desafio auxilia a criança na direcionalidade da escrita, deixando um pouco de lado as letras espelhadas tão comuns nas séries iniciais.





O sujeito é um construtor dos seus conhecimentos e nesse processo passa por etapas importantes que vão da visualização até o reconhecimento da escrita em diferentes lugares e formas.



O objetivo maior do trabalho com a escrita do nome na Educação Infantil é fazer com que a criança se reconheça como um sujeito importante que possui um nome que é só seu, além de propiciar a aprendizagem da escrita.

A seguir apresentarei algumas atividades e brincadeiras que auxiliam o processo de

construção da escrita do nome:

6-Sugestões de Atividades Práticas:



1 – História do nome.



Objetivo: Conhecer a origem do seu nome.

Material: Folhas de papel ofício.



Procedimento:

•Propor às crianças que façam uma entrevista com os seus pais, procurando saber

qual a origem dos seus nomes.

•Montar com os alunos uma ficha para auxiliá-los na entrevista, incluindo perguntas tais

como: - Quem escolheu meu nome? - Por que me chamo.....? O que significa

.....?

•Combinar com a turma o dia do relato e como ele será. ( A escolha do professor)

Sugestão de Atividade: Contar a história do seu nome aprendida com a entrevista e

ilustrá-la.

Interessante: Em papel pardo o professor poderá registrar o nome de todos e uma síntese

da origem do mesmo e fixar no mural.



Observações: Todos deverão trazer a entrevista no dia marcado, oportunizando o desenvolvimento da responsabilidade desde pequenos, e, caso isso não aconteça, o professor deverá estar preparado e saber qual atitude tomar frente a este problema.



2 – Fichário:



Objetivo: Conhecer a escrita do seu nome com diferentes formas gráficas.

Material Necessário: Fichas do mesmo tamanho e formato e uma caixa de sapatos.



Procedimentos: Montar na sala de aula um fichário com cartões que apresentem diferentes formas de escrita do nome próprio: Com letra de imprensa maiúscula, letra de imprensa minúscula, letra cursiva. Deixando claro à criança que existem diferentes maneiras para escrever o seu nome, mas todas querem dizer a mesma coisa.

Combinar com a turma o momento e o modo como deverão utilizar as fichas. ( De acordo

com o professor) – Pode ter em cada ficha uma foto 3x4 da criança.

Sugestão de Atividades: Identificar o nome – Escrever o nome.



3 – Lista de Palavras:



Objetivo: Identificar em diferentes palavras a letra inicial do seu nome. Materiais: Tesoura, Revistas, Jornais, Folhetos, Cola, Folhas de ofício.



Procedimentos:



7

•Explorar com a classe a letra inicial do nome.

•Listar outras palavras que também iniciem com aquela letra.

•Propor que pesquisem em jornais, revistas e folhetos outras palavras que também

iniciem com a letra do seu nome.

•Recortar e colar as palavras em folhas de ofício.

•Ler com a turma as palavras encontradas e juntos procurar o significado.



Sugestão de Avaliação: Reconhecer, em lista de palavras, aquelas com a letra que inicia o

seu nome.



Observações: O professor pode propor à turma que cada dia um traga de casa uma palavra que inicie com a letra do seu nome e em aula encontrem o significado. Este tipo de atividade desperta no aluno um interesse maior pela pesquisa e aumento do vocabulário.



4 – Letras Móveis:



Objetivo: Conhecer as letras e escrever seu nome através de brincadeira. Material: Letras móveis que podem ser de madeira, EVA, papelão e etc...



Procedimentos:

•Deixar expostas na sala as letras para haver um contato maior por parte das crianças

com o material.

•Propor que, em diferentes momentos de aula, as crianças utilizem as letras para a



tentativa da escrita de seus nomes.

Sugestão de Avaliação: Escrever seu nome numa brincadeira.



Observações:

•Este material permite à criança fazer uma correspondência de letras, posição e

ordenação das mesmas.

•Se as letras forem de papel ou papelão, seria interessante que as crianças ajudassem

na confecção do próprio material, orientadas pelo professor.



5 – Bingo:

Objetivo: Conhecer as letras que compõem a escrita de seu nome através do jogo.



Materiais: Cartelas de cartolina ou papelão; tampinhas de garrafa ou pedrinhas para marcar as letras; folhas de desenho; fichinhas com as letras dos nomes; cola; papel colorido ( para fazer bolinhas de papel ) ou palitos de fósforo usados.



Procedimento:

•Cada criança receberá uma cartela com a escrita do seu nome.

•O professor sorteará as letras, dizendo o nome de cada uma delas para que as crianças identifiquem-nas. Cada letra sorteada deverá ser marcada na cartela caso haja no seu nome. Assim que a cartela fôr preenchida o aluno deve gritar: BINGO!



•Logo que terminarem o jogo, será proposto um relatório realizado individualmente, com a distribuição de fichinhas com as letras do nome ( Uma ficha para cada letra) entregues fora de ordem.

•As crianças deverão ordenar as fichas, compondo os eu nome, e colocá-las em uma

folha de ofício.

•A professora pede que contem quantas letras há na escrita dos eu nome e propõe que colem a quantidade representativa em palitos de fósforos ou bolinhas de papel, na folha.

Sugestão de Avaliação: Reconhecer em fichinhas as letras que fazem parte da escrita do

seu nome.



Observação: É interessante que se repita o jogo várias vezes no decorrer das atividades

antes de se propor o relatório.



6 – Dança da Cadeira:



Objetivo: Reconhecer a escrita de seu nome dentre a escrita dos nomes de todos os

colegas.



Materiais: Fichas com a escrita de todos os nomes ( uma para cada nome ) e cadeiras.

Procedimentos:



•O professor propõe às crianças que façam um círculo com as cadeiras.

•Depois distribui as fichas com os nomes para que as crianças fixem-as nas cadeiras.

•Inicia-se a dança das cadeiras onde ao término da música cada um deverá sentar na

cadeira onde consta a ficha com o seu nome.

Sugestão de Avaliação: Realizar a brincadeira diversas vezes sempre trocando as

cadeiras de lugar.



7–Corrida dos Balões:



Objetivo: Escrever seu nome.

Materiais: Balões numerados, fichas com número de acordo com os balões e com nomes e giz.

Procedimentos:

•Formar as crianças em duas filas.

•Distribuir uma ficha com um número para cada criança.

•Dado o sinal, uma de cada vez corre até os balões e estoura aquele que tiver o seu número. Dentro estará uma ficha escrito o seu nome.

•A criança deverá ler altos eu nome e reproduzi-lo no chão utilizando o giz.



8 – Jogo dos Dados:



Objetivos:

•Integrar-se ao grupo, sabendo esperar sua vez de jogar.



•Reconhecer as letras do seu nome.

•Ordenar as letras que compõem seu nome.

Materiais:

•Tabuleiros com quadrinhos necessários para a escrita do nome em branco.

•Dados com as letras dos nomes dos componentes do grupo.

•Fichinhas com as letras.

Procedimentos:

•Distribuir os alunos em pequenos grupos.

•Combinar com os grupos que apenas uma criança por vez jogará um dado, identificando qual a letra sorteada. Se esta fizer parte dos eu nome, deverá pegar a fichinha correspondente e colocá-la no tabuleiro.

Sugestões de Avaliação: Participar atentamente do jogo e identificar as letras do seu

nome.



9 – Sapata ou Amarelinha:



Objetivo: Reconhecer as letras que compõem seu nome.



Materiais: Pedrinhas e giz.



Procedimentos:

•Cada aluno irá traçar no pátio da escola sua amarelinha.Neste momento, uma amarelinha será diferente da outra, quando os nomes não possuírem a mesma quantidade de letras.

•Utilizando a pedrinha marcarão a letra que não deverão pular.

•O professor pode aproveitar a ocasião para questionar o aluno: Qual a letra que vem

primeiro? E depois qual será?

Sugestão de Avaliação: Escrever seu nome após pular a amarelinha.



Observação: Este tipo de brincadeira trabalha a ordem da escrita do nome, possibilitando ao aluno identificar qual a primeira letra, qual a segunda, e assim por diante até formar seu nome.

Ideia:



Com o trabalho da História do nome de cada aluno é interessante que sejam

pesquisados os diferentes significados dos nomes de cada um e seja montado um mural com os mesmos: ilustrações feitas pelas crianças, a forma que sabem escrever o nome, o desenho de seu nome, seu auto-retrato, fotos das crianças –Este fica a critério do interesse e da criatividade do professor. É um tema rico, importante e que, certamente, encantará aos responsáveis e a toda equipe da escola exposto num belo mural.

Aproveite esta idéia e dê na montagem do mural uma originalidade, mostrando a sua personalidade e a de sua turma.

Você pode e deve tirar um dia somente para a realização desta tarefa .

É fundamental a participação das crianças em cada detalhe.





Segunda Semana de Projeto:



Preferências:

•Através de uma conversa informal o professor deve pedir que cada aluno fale um pouco sobre seu dia-a-dia.É importante deixar que as crianças se expressem livremente contando casos vividos em casa, em passeios, com a família etc.

•Num segundo momento oferecer uma folha em branco, revistas diversas, ilustrações diversas, e propor q façam uma montagem de recorte e colagem de tudo que encontrarem que parece com o seu dia-a-dia, com a sua vida, a sua realidade.

•Realizado a trabalho o professor junta para também adicionar ao Álbum da Vida – colocando por escrito além do nome da criança qual foi a proposta da montagem de recorte e colagem.

•Num outro dia, então, explorar as preferências de cada aluno: Brincadeira preferida, brinquedo preferido, comida preferida, lugar que mais gosta de estar, animal preferido, programa de TV preferido, artista preferido, música preferida, personagem de história infantil preferido, filme preferido, amigo que mais gosta, esporte preferido, cor preferida etc.

•É interessante registrar de forma sistematizada para também constar no Álbum da Vida – em anexo segue modelo de sistematização que poderá ser xerocada ou mimeografada.

•A montagem de um painél com as preferências é uma idéia bem legal e que, também, certamente, agradará à todos. Use a sua imaginação e aproveitando a idéia e os materiais que tem a disposição crie um lindo mural com o tema: As coisas que eu mais gosto ou As coisas que nós da turma tal mais gostamos ou Nossas Preferências.

•No Álbum da Vida podem ser adicionadas: fotos das crianças em diferentes momentos: no banho, brincando, na escola, dormindo, comendo... Como, também, pode ser utilizada um técnica artística de pintura, cola colorida ou outra para a capa, que deve ser de papel mais resistente – cartão no caso – com o título: Álbum da vida – ali todos os trabalhos sistematizados serão acoplados e deverão ser encadernados ou presos com bailarinas, grampos, etc.

Brincadeira Legal:



Já que estamos trabalhando a individualidade de cada um pode ser realizada a brincadeira: Quem é? Onde o professor vai dando dicas de características físicas, de personalidades, caráter, hábitos, pertences de um aluno e todos terão que descobrir quem é.

Tal brincadeira pode ser repetida quantas vezes o professor achar prudente e deacordo com o interesse da turma.

Deverá ser estabelecido o que “premiar” para quem acertar. É diversão garantida!

Conclusão:

Os alunos devem perceber e compreender que cada pessoa é única, é diferente

das outras.



As pessoas podem até ter algumas coisas em comum, como cor da pele, preferência por um tipo de música, uma opinião, mas são diferentes das outras em outros aspectos. Ninguém é exatamente igual a ninguém!



Levar os alunos a refletirem sobre algumas pessoas que não aceitam as diferenças: de cor de pele, religião, outros gostos... Até concluírem que isso não é legal.



O objetivo é os alunos perceberem, também, que como cada pessoa é diferente das outras, tem seu modo de pensar, de agir, os fatos que são importantes para alguém podem não ser para outra pessoa. Cada um tem seu Álbum da Vida, sua história.



Aproveite o Álbum da vida para trabalhar noções de anterioridade e posterioridade, levando-os a perceber, que seu álbum é uma forma de registro de sua vida, uma fonte da qual se pode obter informação sobre ela quando estiver mais velha.



Sugestões de trabalho com músicas no projeto:



•Sugerimos que sejam ouvidas, cantadas e dançadas

pela turma as músicas preferidas de cada um.

•Sugerimos, também, a brincadeira: Canoa Virou.

•Caso haja algum nome de aluno na turma que exista

uma música conhecida, esta também pode ser ouvida



– não esquecendo de levantar a questão: Quando duas ou mais pessoas tem os nomes iguais, os mesmos nomes, como fazemos para identificá-las? Exemplo: Esta música foi feita a Luciana que faz parte de nossa classe ou para outra menina chamada Luciana?



•Em um dos CDs que acompanha o projeto temos a música: Pula Corda – interpretada pela cantora e apresentadora infantil Eliana onde um trabalho de análise da letra: a preferência de uma criança pela brincadeira de pular corda, pode criar um ambiente alegre e propiciar momentos de prazer dentro do projeto do tema gerador.

A seguir exemplo de Álbum da Vida – Onde as crianças expressarão suas preferência.





Autora: Patrícia Fonte



QUANDO EDUCAS?



Não educa quando impõe suas convicções,

mas quando suscita convicções pessoais.

Não educa quando impõe condutas,

mas quando propõe valores que motivem.

Não educa quando impõe caminhos,

mas quando ensina a caminhar.

Não educa quando impõe dependências,

mas quando acorda a coragem de ser livre.

Não educa quando impõe suas idéias,

mas quando fomenta a capacidade de pensar por conta própria.

Não educa quando impõe o terror que isola,

mas quando libera o amor que acerca e comunica.

Não educa quando impõe sua autoridade,

mas quando cultiva a autonomia do outro.

Não educa quando impõe a uniformidade que doutrina,

mas quando respeita a originalidade que faz a diferença.

Não educa quando impõe a verdade,

mas quando ensina a procurá-la honestamente.

Não educa quando impõe uma punição,

mas quando ajuda a aceitar um castigo.

Não educa quando impõe disciplina,

mas quando forma pessoas responsáveis.

Não educa quando impõe autoritariamente o respeito,

mas quando o ganha com autoridades de pessoa respeitável.

Não educa quando impõe o medo que paralisa,

mas quando consegue a admiração que estimula.

Não educa quando impõe informação à memória

mas quando mostra o sentido da vida.

Não educa quando impõe a Deus,

mas quando o faz presente na tua vida

http://aartedeensinareaprender.blogspot.com/2011/02/projeto-quem-sou-eu.html



quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Diagnóstico na alfabetização para conhecer a nova turma



Mesmo antes de saber ler e escrever convencionalmente, a criança elabora hipóteses sobre o sistema de escrita. Descobrir em qual nível cada uma está é um importante passo para os professores alfabetizadores levarem todas a aprender

Anderson Moço (novaescola@atleitor.com.br), reportagem sugerida pela leitora Ana Carla de Oliveira, São Paulo, SP.



MANTENHA O FOCO A sondagem deve ser individual, o que torna necessário propor ao resto da turma uma atividade que dispense ajuda.

Nos primeiros dias de aula, o professor alfabetizador tem uma tarefa imprescindível: descobrir o que cada aluno sabe sobre o sistema de escrita. É a chamada sondagem inicial (ou diagnóstico da turma), que permite identificar quais hipóteses sobre a língua escrita as crianças têm e com isso adequar o planejamento das aulas de acordo com as necessidades de aprendizagem. Ela permite uma avaliação e um acompanhamento dos avanços na aquisição da base alfabética e a definição das parcerias de trabalho entre os alunos. Além disso, representa um momento no qual as crianças têm a oportunidade de refletir, com a ajuda do professor, sobre aquilo que escrevem.

No Guia de Planejamento e Orientações Didáticas do programa Ler e Escrever, das secretarias estadual e municipal de Educação de São Paulo, a sondagem é descrita como uma atividade que envolve, num primeiro momento, a produção espontânea de uma lista de palavras sem apoio de outras fontes e pode ou não prever a escrita de algumas frases simples. Essa lista deve, necessariamente, ser lida pelo aluno assim que terminar de escrevê-la. O guia ressalta também que é por meio da leitura que o alfabetizador "pode observar se o aluno estabelece ou não relações entre aquilo que ele escreveu e aquilo que ele lê em voz alta, ou seja, entre a fala e a escrita".



As pesquisas sobre a psicogênese da língua escrita, realizadas por Emilia Ferreiro e Ana Teberosky no fim dos anos 1970 e publicadas no Brasil em 1984, mostraram que as crianças constroem diferentes ideias sobre a escrita, resolvem problemas e elaboram conceituações. Aí entra o que pode ser considerado uma palavra, com quantas letras ela é escrita e em qual ordem as letras devem ser colocadas. "Essas hipóteses se desenvolvem quando a criança interage com o material escrito e com leitores e escritores que dão informações e interpretam esse material", conta Regina Câmara, membro da equipe responsável pela elaboração do material do Programa Ler e Escrever e formadora de professores.



No livro Aprender a Ler e a Escrever, Ana Teberosky e Teresa Colomer ressaltam que as "hipóteses que as crianças desenvolvem constituem respostas a verdadeiros problemas conceituais, semelhantes aos que os seres humanos se colocaram ao longo da história da escrita". E completa: o desenvolvimento "ocorre por reconstruções de conhecimentos anteriores, dando lugar a novas construções". Diagnosticar o que os alunos sabem, quais hipóteses têm sobre a língua escrita e qual o caminho que vão percorrer até compreender o sistema e estar alfabetizados permite ao professor organizar intervenções adequadas à diversidade de saberes da turma. O desafio é propor atividades que não sejam tão fáceis a ponto de não darem nada a aprender, nem tão difíceis que se torne impossível para as crianças realizá-las.



As quatro hipóteses



Ferreiro e Teberosky observaram que, na tentativa de compreender o funcionamento da escrita, as crianças elaboram verdadeiras "teorias" explicativas que assim se desenvolvem: a pré-silábica, a silábica, a silábico-alfabética e a alfabética. São as chamadas hipóteses. As conclusões desse estudo são importantes do ponto de vista da prática pedagógica, pois revelam que os pequenos já começaram a pensar sobre a escrita antes mesmo de ingressar na escola e que não dependem da autorização do professor para iniciar esse processo. "Todos eles precisam de oportunidades para pôr em jogo o que sabem para se aproximar pouco a pouco desse objeto importante da cultura", ressalta Regina.



Aqueles que não percebem a escrita ainda como uma representação do falado têm a hipótese pré-silábica. Ela se caracteriza em dois níveis. No primeiro, as crianças procuram diferenciar o desenho da escrita, identificando o que é possível ler. Já no segundo nível, elas constroem dois princípios organizadores básicos que vão acompanhá-las por algum tempo durante o processo de alfabetização: o de que é preciso uma quantidade mínima de letras para que alguma coisa esteja escrita (em torno de três) e o de que haja uma variedade interna de caracteres para que se possa ler. Para escrever, a criança utiliza letras aleatórias (geralmente presentes em seu próprio nome) e sem uma quantidade definida.





Quando a escrita representa uma relação de correspondência termo a termo entre a grafia e as partes do falado, a criança se encontra na hipótese silábica. O aluno começa a atribuir a cada parte do falado (a sílaba oral) uma grafia, ou seja, uma letra escrita.



Essa etapa também pode ser dividida em dois níveis: no primeiro, chamado silábico sem valor sonoro, ela representa cada sílaba por uma única letra qualquer, sem relação com os sons que ela representa. No segundo, o silábico com valor sonoro, há um avanço e cada sílaba é representada por uma vogal ou consoante que expressa o seu som correspondente.



A hipótese silábico-alfabética corresponde a um período de transição no qual a criança trabalha simultaneamente com duas hipóteses: a silábica e a alfabética. Ora ela escreve atribuindo a cada sílaba uma letra, ora representando as unidades sonoras menores, os fonemas. Quando a escrita representa cada fonema com uma letra, diz-se que a criança se encontra na hipótese alfabética. "Nesse estágio, os alunos ainda apresentam erros ortográficos, mas já conseguem entender a lógica do funcionamento do sistema de escrita alfabético", explica Regina.



O professor deve realizar a primeira sondagem no início do período letivo e, depois, ao fim de cada bimestre, mantendo um registro criterioso do processo de evolução das hipóteses de escrita das crianças. Ao mesmo tempo, é fundamental uma observação cotidiana e atenta do percurso dos alunos. "A atividade de sondagem representa uma espécie de retrato do processo naquele momento. E como esse processo é dinâmico e na maioria das vezes evolui muito rapidamente, pode acontecer de, apenas alguns dias depois da sondagem, um ou vários alunos terem dado um salto", ressalta Regina. "As sondagens bimestrais são importantes também por representarem dispositivos de acompanhamento das aprendizagens para os pais, bem como um retrato da qualidade do ensino para as redes, que podem ajustar seus programas de formação continuada de professores em regiões onde os resultados mostram que os estudantes não estão evoluindo da maneira desejada."



Investigação individual

O melhor é que a atividade seja feita individualmente, com o professor chamando um aluno por vez, que deve tentar escrever algumas palavras e uma frase ditadas. Enquanto isso, o resto da turma precisa estar envolvido em uma atividade diversificada em que não seja necessária a ajuda do professor (a cópia de uma cantiga, a produção de um desenho, um jogo etc.). Essa é a estratégia usada por Eduardo Araújo, na EMEB Helena Zanfelici da Silva, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Alguns dias após o retorno às aulas, ele deixa as crianças envolvidas com jogos e brincadeiras sob a supervisão da estagiária que o acompanha em sala. Alfabetizador há mais de sete anos, Araújo sabe bem o valor da sondagem inicial. "Conhecendo a situação de cada aluno, consigo pensar melhor como será a rotina do bimestre e quais as intervenções devo fazer para ajudar os menos avançados a entender a lógica do sistema de escrita."



ADOTE SINAIS Fazer luma marcação

nos textos produzidos é útil para

registrar como o aluno lê o que

escreve e se ele se detém ou não

em cada letra.

O ditado deve ser iniciado por uma palavra polissílaba, seguida de uma trissílaba, de uma dissílaba e, por último, de uma monossílaba - sem que o professor, ao ditar, marque a separação das sílabas (leia no quadro abaixo como preparar a lista de palavras). Após a lista, é preciso ditar uma frase que envolva pelo menos uma das palavras já mencionadas, para poder observar se o aluno volta a escrevê-la de forma semelhante, ou seja, se a escrita da palavra permanece estável mesmo num contexto diferente.



No começo de 2008, a escola onde Araújo leciona passava por grande reforma. Aproveitando a curiosidade das crianças, ele resolveu trabalhar com uma lista de objetos usados na obra do prédio. As palavras ditadas foram ferramenta, martelo, ferro e pá. E a frase escolhida foi: usei a pá na reforma.

Lista bem feita



Na sondagem, a escolha certa das palavras e da frase (e da ordem em que elas serão ditadas) é essencial. "O ideal é preparar uma lista de termos de um mesmo campo semântico, ou seja, agregados por uma unidade de sentido, e uma frase adequada ao contexto desse grupo", recomenda a formadora de professores Regina Câmara, do Programa Ler e Escrever. Deve-se evitar que as palavras tenham vogais repetidas em sílabas próximas, como ABACAXI, por exemplo, por causar um grande conflito para as crianças que estão entrando no Ensino Fundamental, cuja hipótese de escrita talvez faça com que creiam ser impossível escrever algo com duas ou mais letras iguais. Por exemplo: um aluno com hipótese silábica com valor sonoro convencional, que utiliza vogais, precisaria escrever AAAI. Os monossílabos ficam para o fim do ditado. Esse cuidado deve ser tomado porque, no caso de as crianças escreverem segundo a hipótese do número mínimo de letras, poderão se recusar a escrever se tiverem de começar por ele.

Observação e registro



Ficar atento às reações dos alunos enquanto escrevem também é fundamental. Anotar o que eles falam, sobretudo de forma espontânea, pode ajudar a perceber quais as ideias deles sobre o sistema de escrita. Na sondagem inicial feita com a lista de palavras relacionadas à reforma da escola, um aluno comentou com o professor Araújo:



- Ferro começa com "fe", de Felipe, não é? E termina com "o". Essa é fácil.



- Agora eu quero que você escreva "pá" - disse o professor.



O aluno parou um instante, tentou contar "as partes" da palavra com os dedos e ficou um pouco incomodado. Demorou bastante até se manifestar:



- Mas essa não dá para escrever. Fica só uma letra e isso não pode.



CRIE UMA TABELA O ideal é construir um quadro para anotar a evolução das hipóteses de cada estudante.

Com o comentário, o professor conseguiu perceber que a criança entrou em conflito, pois pensava que só se pode ler ou escrever palavras com três ou mais letras e, ao mesmo tempo, tinha construído a hipótese de que para cada emissão sonora uma letra basta.



Terminado o ditado, é imprescindível pedir que a criança leia o que escreveu. Por meio da interpretação dela sobre a própria escrita, durante a leitura, é que se pode observar se ela estabelece ou não relações entre o que escreveu e o que lê em voz alta - ou seja, entre o falado e o escrito - ou se lê aleatoriamente.



O professor pode anotar em uma folha à parte como ela faz a leitura, se aponta com o dedo cada uma das letras, se associa aquilo que fala à escrita etc. "Uma lista de palavras produzida pelo aluno, em situação de sondagem, sem a respectiva leitura, não permite analisar essa produção e identificar sua hipótese de escrita", afirma Regina.



Se o aluno escreveu LGA para o ditado da palavra martelo e associou cada uma das sílabas dessa palavra a uma das letras, é necessário registrar abaixo a relação de cada letra com uma sílaba. Há duas maneiras de fazer esse registro, usando marcação com sinais que indique quais as associações feitas pela criança:



LGA

(mar) (te) (lo)

Ou ainda:

LGA








É possível que o aluno utilize muitas e variadas letras, sem que o critério de escolha desses caracteres tenha alguma relação com a palavra falada. Nesse caso, se ele ler sem se deter em cada uma das letras, é necessário anotar o sentido que ele usou nessa leitura.

LPIEMAN



Esse tipo de marcação é importante, pois permite observar com mais clareza a hipótese que a criança tem e, posteriormente, os avanços que ela obtém ao longo do ano.



Atividades diversificadas



REGISTRE TUDO A observação da produção de cada um ao longo do ano mostra com clareza como ele avançou.

Para que os alunos atinjam o objetivo previsto para o 1º ano - escrever alfabeticamente, ainda que com erros de ortografia -, o professor precisa acompanhar a evolução de todos, conhecendo os que demandam mais atenção, quantos têm hipóteses mais avançadas e os que estão alfabetizados. Esses últimos, particularmente, necessitam de outros conteúdos de ensino, como a ortografia.



O ideal é que seja construída uma tabela que contenha a evolução das hipóteses de cada um, comparando quanto evoluiu ao longo do ano. Com frequência, essa comparação traz agradáveis surpresas em relação aos que, apesar de não escreverem convencionalmente, realizaram avanços significativos em comparação com sua escrita do início do ano.



Com base nessa tabela, é possível também fazer uma análise crítica da rotina e das atividades que estão sendo contempladas. Será que todos interagem com outras fontes de texto e, nessa interação, refletem sobre a escrita e seu uso? Recebem informações de colegas mais experientes, que os ajudam a compreender o que está envolvido na leitura e na escrita? Têm a oportunidade de tentar ler por si mesmos? Contam com o apoio do professor, que oferece novas informações sobre a escrita e orienta seu olhar para os materiais escritos disponíveis na sala de aula, que podem ajudar no momento de decidir pelo uso de uma determinada letra? Encontram na escola um ambiente favorável à pesquisa, sendo encorajados a se arriscar e escrever segundo suas hipóteses?



É por meio das sondagens e da observação cuidadosa e constante das produções dos estudantes durante o ano que se pode saber em que momento se encontra cada um, se sua abordagem e rotina estão funcionando, qual a expectativa razoável de evolução para os que ainda se encontram em hipóteses mais primitivas e como ajustar o planejamento do trabalho para que, ao fim do ano letivo, todos estejam alfabetizados.

Veja aqui um exemplo de tabela sugerido pelo Guia de Planejamento e Orientações Didáticas do programa Ler e Escrever, da secretaria municipal de Educação de São Paulo para acompanhar o avanço do conhecimento dos alunos sobre o sistema de escrita.

http://revistaescola.abril.com.br/pdf/tabela-sondagem-alfabetizacao.pdf



terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Semana de planejamento - Nova escola


Semana pedagógica: o que não pode faltar


Dia a dia, tudo o que você precisa para fazer o planejamento do ano

Cinthia Rodrigues (gestao@atleitor.com.br)

Organização

Se é verdade que um bom planejamento evita problemas posteriores, certamente a primeira semana do ano é a mais importante para qualquer escola: é quando os gestores e a equipe pedagógica se reúnem para projetar os próximos 200 dias letivos e fazer a revisão do Projeto Político Pedagógico (PPP) - o documento que marca a identidade da escola e indica os caminhos para que os objetivos educacionais sejam atingidos. É o momento de integrar os professores que estão chegando, colocando-os em contato com o jeito de trabalhar do grupo, e, claro, mostrar os dados da escola para todos os docentes, além de apresentar as informações sobre as turmas para as quais cada um vai lecionar.



Antes de produzir esta reportagem, perguntamos a diretores e coordenadores pedagógicos, em nosso site, quais as principais dúvidas em relação à semana de planejamento. Recebemos 45 mensagens, questionando desde como organizar os encontros (e quem deve participar deles) até incertezas sobre os temas a debater. Para ajudar esses e outros leitores, sugerimos um cronograma para cinco dias de planejamento, com indicações sobre o que fazer em cada um deles e ideias práticas para conduzir os trabalhos.



A semana pedagógica, nunca é demais lembrar, não se restringe a esse período - pelo menos para os gestores. Érika Virgílio Rodrigues da Cunha, professora de Didática, Currículo e Avaliação da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), afirma que o diretor deve planejar com antecedência, executar a agenda definida e acompanhar os resultados durante o ano. A preparação prévia está reunida no quadro abaixo, e as dicas para garantir um bom acompanhamento dos resultados, no último quadro desta reportagem. O planejamento da semana em si ocupa as próximas páginas.



Uma regra geral é começar o encontro pela discussão dos grandes temas e depois partir para os desafios específicos. Para o presidente da Comissão de Graduação da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), Rubens Barbosa de Camargo, a melhor maneira de fazer isso é preparar bons diagnósticos. "As decisões essenciais decorrem da reflexão sobre os rumos que a escola quer percorrer", diz.



O cronograma apresentado a seguir é apenas uma sugestão para ajudar você no planejamento da semana. Dependendo do tamanho da sua equipe docente e da escola, faça as adequações necessárias.



E um excelente planejamento para sua escola!

Primeiras providências

Reúna a equipe gestora alguns dias antes para preparar a semana. Algumas ações devem ser realizadas:



- Montagem do calendário da escola

Com base na programação oficial da Secretaria de Educação (em que constam feriados, recessos e eventos de rede), planeje o calendário da escola, reservando datas para reuniões periódicas, como as de pais, do Conselho de Escola e da Associação de Pais e Mestres. Eleja alguns dias para eleição dos representantes de classe, feiras de Ciências e de livros, confraternizações e festas ou outro evento que a escola costume realizar. Peça ao coordenador para sugerir dias e horários para o trabalho pedagógico coletivo (geral, por área e por série).



- Consolidação dos dados da escola

Faça uma tabela com os principais dados da escola - número de matrículas iniciais e finais e as taxas de aprovação, repetência e distorção idade-série (leia mais na reportagem sobre dados da escola) -, os resultados de avaliações e planilhas de aprendizagens dos alunos.



- Planejamento do tempo

Monte um cronograma da semana pedagógica baseado na quantidade de dias que a escola dispõe para o encontro.



- Organização do espaço

Calcule quantos grupos de trabalho serão formados durante os encontros e combine com o pessoal da limpeza para que os espaços estejam limpos e organizados. Exponha as produções de alunos e professores em corredores e nas salas de aula para criar familiaridade e valorizar o trabalho realizado pelos alunos.



- Previsão de alimentação

Como receber a equipe? Com um café da manhã de boas-vindas? Então é preciso contar com a presença das merendeiras no local e preparar um espaço para essa recepção. Se a equipe vai se reunir por alguns dias, planeje os momentos em que ocorrerão as pausas e o almoço e o que será servido. Peça que as merendeiras organizem o cardápio e façam as compras necessárias.

Evite!

Não perca tempo com dinâmicas de grupo e leituras de texto de "motivação" - práticas que não levam à melhoria da aprendizagem. A maneira mais eficaz de estimular a equipe é garantir um bom ambiente de trabalho e compartilhar metas.

PRIMEIRO DIA

Manhã: Recepção e apresentação

Este é o momento de dar as boas-vindas a todos e acolher os novos professores e funcionários de apoio.



Proposta de reunião

Peça aos participantes que se apresentem, contando rapidamente em que área trabalham e um pouco do histórico profissional. Em seguida, fale sobre o perfil da comunidade e das famílias atendidas. Com base no regimento da escola, explique como são combinadas as regras e como funciona a divulgação de informações administrativas. Fale um pouco da rotina da escola. Compartilhe também os novos materiais e equipamentos adquiridos e, caso tenha havido alguma reforma ou construção, convide o grupo para uma visita ao local. Divulgue a programação da semana pedagógica para que a equipe saiba de quais reuniões participarão e os assuntos que serão abordados. Assim, todos podem se preparar. Separe um tempo para esclarecer dúvidas.

Convide a equipe gestora, os professores e os funcionários dos serviços de apoio para estar presentes o dia todo, reunidos em um grupo único.

Providenciar...

- Crachá se houver muitos novatos.

- Um espaço adequado para todos os participantes e o material necessário (cartazes, data show ou retroprojetor, microfone, giz, papel e caneta).

- Cópias do PPP.

- Planilhas com os dados da escola.

- As metas da rede, que devem estar contempladas nas da escola.

Tarde: Análise dos resultados da escola



Com todos inteirados do funcionamento da escola, é hora de refletir sobre as metas da unidade e os passos que precisam ser dados durante o ano para atingi-las.



Proposta de reunião

Inicie uma discussão com base no PPP e nos dados da escola do ano anterior, tanto os revelados pelos diagnósticos internos como os de avaliações externas, como Índice de Desenvolvimento Básico da Educação (Ideb). Depois de expor os números, levante questões que levem à reflexão: qual é o quadro atual da escola? Aonde queremos chegar e como fazer para ir da atual realidade à meta desejada? O envolvimento de todos nesse debate é essencial. Esclareça que até as funções administrativas têm papel educador.

A discussão do PPP na EE Arnaldo Guassieri

Em 2007, quando Catia de Freitas Oliveira assumiu a direção da EE Arnaldo Guassieri, em Franco da Rocha, na Grande São Paulo, ela traçou um perfil dos alunos com base em diagnósticos e questionários respondidos por eles e pelos pais. Na semana pedagógica, ela expôs o resultado desse estudo e perguntou aos educadores que tipo de alunos eles gostariam de formar. A resposta foi: pessoas críticas, participativas e competentes. O grupo resolveu então implantar um grêmio estudantil e adequar o currículo à matriz estadual. "Antes, os professores entendiam que produção de texto, leitura e oralidade estavam implícitos nas atividades de escrita. Passamos a ter um tempo específico para cada uma das habilidades citadas na matriz curricular", conta a diretora.



SEGUNDO DIA

Manhã : Organização de agendas

Use o segundo dia para apresentar o calendário escolar e definir a grade horária das salas, que já foi previamente elaborada com o coordenador.



Proposta de reunião

Entregue uma cópia do calendário à equipe e explique os itens marcados. Caso surjam propostas de mudança, cabe avaliar as alterações. No caso da grade horária das turmas, peça que cada um analise se sua área terá um bom funcionamento diante da programação sugerida. As merendeiras, por exemplo, conseguirão providenciar a merenda nos intervalos escalonados? E o pessoal da limpeza dá conta de preparar o laboratório para as aulas de Química se elas são em sequência? Defina os horários de formação permanente em que toda a equipe docente deverá estar presente e os que serão realizados somente com os professores de uma disciplina ou ciclo, tomando o cuidado de escolher data e hora em que todos possam estar presentes. Para isso, é essencial levar em conta, inclusive, a agenda dos professores que lecionam em outras escolas.

Reúna professores e funcionários para os informes gerais e, depois, divida a equipe em grupos, por área de atuação.

Providenciar...

- Cópias do calendário da escola.

- Grade com o horário de aulas das turmas.

- Salas adequadas, preparadas e em número suficiente para que os participantes trabalhem em grupo.

- Cópias e relatórios de projetos realizados no ano anterior que deram bons resultados.

- Projetos elaborados em outras escolas ou encontrados em bibliografia especializada para serem adaptados.

Tarde: Avaliação de projetos institucionais



Acertados os horários, a equipe deve planejar os projetos institucionais. Os temas escolhidos devem enriquecer o currículo, mobilizar a comunidade e ser coerente com o PPP.



Proposta de reunião

Apresente os bons projetos institucionais realizados e as contribuições deles para a aprendizagem. Abra a discussão para novas sugestões e promova a análise de cada uma sempre de olho na intencionalidade: quais os resultados esperados? Como os pais podem se envolver? Que responsabilidades os alunos terão na organização? Essa é a melhor forma de alcançar os objetivos? Também é interessante levar para a equipe projetos realizados em outras escolas ou encontrados em bibliografia especializada (e que possam ser adaptados). Quando escolhidas as propostas, defina com o grupo os professores e gestores que farão o acompanhamento. E não se esqueça de registrar as intenções no PPP.

A montagem de projetos no CE Professor Leão Magno

No CE Professor Leão Magno, em Nossa Senhora do Socorro, na região metropolitana de Aracaju, o diretor Gilzo Nascimento Bispo prioriza projetos ligados às áreas que os alunos necessitam de reforço. Em 2007, as avaliações externas mostravam que a maior dificuldade estava em Língua Portuguesa. "Criamos o programa Soltando a Língua, com teatro, poesia e produção de artigos, mas sentimos a necessidade de envolver toda a escola. Então, em 2009, lançamos o jornal Fala Leão, que publica os textos dos alunos sobre os projetos desenvolvidos em outras áreas." Segundo ele, os resultados já são percebidos: "Nas mais recentes avaliações, as pontuações em Língua Portuguesa foram maiores que as de Matemática. Na próxima semana pedagógica, vamos pensar em projetos nessa disciplina".

TERCEIRO DIA

O dia todo: Passagem de turma

Este é o dia em que os professores se dedicam a conhecer as turmas com as quais vão trabalhar durante o ano e os funcionários dos serviços de apoio analisam a rotina de trabalho.



Proposta de reunião

Aqui, o foco está no passado: cada professor fala da sala com a qual trabalhou no ano anterior, segundo um roteiro definido pelo coordenador pedagógico. Se um educador saiu da escola, um membro da equipe gestora deve assumir a tarefa. Certifique-se de que sejam abordadas as características gerais da turma, como os conteúdos trabalhados e os resultados das avaliações. Recupere documentos como mapas de aprendizagem e fichas de alunos para a análise dos docentes. Nas escolas que tenham o Ensino Fundamental completo, é essencial que o professor do antigo 5º ano converse com todos os do 6º ano para ajudar os colegas a criar um ambiente que facilite a adaptação ao novo ciclo. Preveja um orador para falar sobre os avanços em cada área e outro para discorrer sobre o perfil das turmas dos últimos anos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio.



Alerta

Fique atento para que os grupos mantenham foco no pedagógico e evite que o momento seja usado para disseminar ideias pré-concebidas sobre determinada turma ou aluno.

A passagem de turma na EE Maria Pereira Martins

A escola tem apenas 24 professores de Ensino Fundamental. Por isso, a diretora, Cristina Hermógenes de Andrade, pede que todos ouçam os relatos dos colegas sobre as turmas para as quais lecionaram no ano anterior. "Cada um tem uma experiência e um olhar particular que ajudam a compor o quadro sobre o grupo", diz. Além de lembrar os conteúdos trabalhados, eles detalham o que os alunos aprenderam e os que precisam ser retomados. "O professor que vai dar aula para uma turma é o mais interessado nessa apresentação. Porém faço questão de que todos estejam presentes. É uma maneira de a equipe acompanhar a trajetória de todos os alunos. Afinal, os estudantes são da escola e não somente de um professor", afirma Cristina.

Reflexão sobre a rotina



Enquanto o coordenador orienta os professores na passagem de turma, o diretor pode dividir o tempo entre os grupos de docentes e os de funcionários. Uma conversa sobre como eles podem contribuir nos projetos institucionais e em outras áreas certamente vai aumentar o envolvimento com as metas da escola. Proponha que todos avaliem os aspectos positivos e as dificuldades enfrentadas na rotina durante o último ano e façam sugestões. É possível visitar o programa Profuncionário, no site do Ministério da Educação (MEC), e avaliar se alguém da equipe pode fazer os cursos a distância oferecidos. Monte com eles um cronograma das reuniões ao longo do ano para deixar claro que você vai acompanhar o andamento das tarefas.

Chame professores e funcionários administrativos e dos serviços de apoio para a reunião. Porém eles trabalharão separadamente. Os docentes começam reunidos com toda a equipe e depois se organizam em série.

Providenciar...

- Portfólios de alunos e professores, separados por turmas.

- Mapas de aprendizagem e fichas dos alunos.

- Salas para as reuniões dos professores (em duplas ou grupos) e para os grupos de funcionários das diversas áreas.

QUARTO DIA

O dia todo: Plano de ensino

Momento de os professores se dedicarem ao planejamento geral da disciplina que ensinam. A equipe de gestão acompanha o trabalho como mediadora entre os colegas que vão compartilhar o mesmo plano e supervisiona os resultados. Os funcionários de apoio podem ser dispensados neste dia - com exceção das merendeiras -, mas deverão estar presentes no encerramento, no dia seguinte.



Proposta de reunião

Neste dia, os professores alinham os planos de ensino, distribuindo os conteúdos que serão trabalhados por bimestre (ou trimestre) e definindo os principais projetos e sequências didáticas, sempre usando como base o PPP, a matriz curricular da rede e as experiências de cada profissional. Proponha que eles preparem uma apresentação com as linhas gerais para o dia seguinte. Pergunte se alguém vai precisar de material e disponibilize a sala de informática, se for o caso. Ao acompanhar as discussões, os gestores garantem que os objetivos da escola sejam contemplados no plano de ensino de todas as áreas.

Agrupe os professores dos anos iniciais do Ensino Fundamental por série e os dos anos finais e do Ensino Médio por disciplina, com acompanhamento do coordenador pedagógico e da direção.

Providenciar...

- Espaço adequado para que os professores trabalhem em grupos.

- Pastas com propostas de atividades permanentes, sequências e projetos didáticos separados por disciplina e/ou por série.

- A proposta curricular da rede.

- Sala de informática em condições de uso para a produção de apresentações.

- Cartolina, papel e canetas hidrográficas.

Como a EE João Amos Comenius elabora o plano de ensino

O diretor João Cavallaro Júnior foi transferido em 2009 para a EE João Amos Comenius, em São Paulo, logo após concluir um mestrado em Educação e Currículos. Uma de suas primeiras providências foi investir na reformulação da semana pedagógica. Para ele, a função do diretor e dos coordenadores pedagógicos durante esses dias é mediar o diálogo para que a equipe docente chegue a um consenso sobre os conteúdos. "Antes, um professor de Arte apresentava o barroco enquanto o outro falava de modernismo para a mesma série, em turmas diferentes. No ano seguinte, o aluno transferido podia ter um conteúdo repetido ou ficar sem informação sobre algo", lembra. Os docentes de cada disciplina se reuniram na semana de planejamento durante um dia inteiro para buscar um consenso. "Foram oito horas de conversa até chegar a um acordo. Dessa conversa, eles tiraram material para o começo das aulas e também para organizar o plano de ensino oficial, que foi entregue posteriormente, por escrito", lembra Cavallaro Júnior.





QUINTO DIA

Manhã: Apresentação do plano de ensino

Depois de um dia de discussão, os professores precisam de um espaço para apresentar os planos e discuti-los com os colegas. Esse procedimento ajuda a dar unidade ao currículo.



Proposta de reunião

O coordenador pedagógico pode montar uma proposta para que todos os professores apresentem os planos de ensino para o ano que começa. O papel do gestor neste dia é contribuir para o aprimoramento do planejamento e estimular a equipe a dar sugestões.

Convoque todos os professores para ouvir as exposições dos colegas, participar dos debates e, dessa forma, conhecer o plano de ensino de toda a escola.

Providenciar...

- Espaço adequado para reunir toda a equipe.

- Equipamentos como retroprojetor ou data show para as apresentações.

- Textos que tratem da importância do acolhimento dos alunos nos primeiros dias de aula.

Tarde: Encerramento



Reserve o último período para planejar a recepção dos alunos e avaliar as atividades desenvolvidas durante a semana de planejamento.



Proposta de reunião

É possível começar a tarde lendo com a equipe um texto sobre a importância da acolhida nos primeiros dias - e durante todo o ano. Promova um debate sobre como será a recepção dos estudantes, definindo questões práticas: onde receber os alunos, no portão da escola ou na entrada da sala de aula? Como devem ser recebidos os pais que acompanham os filhos? Uma revisão do que foi feito nos anos anteriores ajuda a pensar nos ajustes. Para encerrar, reserve um tempo para que todos falem sobre a semana pedagógica. Um membro da equipe gestora pode anotar as opiniões, os pontos que precisam ser retomados durante o ano e as informações que ajudarão os gestores na avaliação da organização do tempo, do espaço e dos trabalhos propostos. Não se esqueça de combinar com os professores um prazo para a entrega final dos planos de ensino e reforçar que haverá reuniões de formação durante o ano para tirar dúvidas e aprimorar o planejamento das aulas.

É hora de reunir toda a equipe novamente (gestores, professores e funcionários de apoio).

Mantenha o rumo durante o ano todo

A semana pedagógica acabou. Porém a discussão coletiva do trabalho pedagógico deve continuar por todo o ano. As reuniões de trabalho pedagógico, realizadas com regularidade, servem para aprofundar muitas questões disparadas durante o planejamento. Para garantir que a rotina não deixe que as decisões tomadas caiam no esquecimento, algumas providências são necessárias:



- Atualização dos documentos

Faça a revisão dos documentos que foram alterados no encontro, como a agenda da escola (caso tenham sido revistos os horários dos encontros de formação propostos inicialmente ou a grade horária). Não se esqueça de imprimir cópias para todos e distribuir.



- Revisão do PPP

Com as ideias que surgiram, o PPP vai precisar de modificações. Quando fizer isso, use uma linguagem clara para que ele seja compreendido por todos. Se possível, imprima-o, com destaque para as partes novas e as atualizadas, e coloque-o em exposição em local para que todos tenham acesso. Com isso, a mensagem fica reforçada para a equipe, os pais e os alunos.



- Consolidação dos planos de ensino

Os planos de ensino debatidos para cada área entre os professores também devem ser entregues impressos para facilitar o acompanhamento durante o ano e ajudar na definição das pautas dos encontros de formação. Enquanto a versão final não fica pronta, a equipe gestora deve oferecer ajuda aos educadores na consolidação das atividades e sequências didáticas.



- Revisão e arquivamento

Depois de entregues, os planos de ensino precisam ser revisados - prestando atenção se as ideias debatidas pela equipe docente estão presentes - e colocados em prática. Guarde cópias para serem consultadas pela equipe a qualquer momento.



- Montagem do calendário da escola

Use as reuniões de formação para retomar alguns pontos e aprofundar as discussões pedagógicas que merecem nova análise ou aprofundamento, conforme os professores forem realizando as atividades propostas e dando andamento aos projetos institucionais.

Quer saber mais?

CONTATOS

CE Professor Leão Magno, Av. B, s/nº, 49160-000, Nossa Senhora do Socorro, SE, tel. (79) 3179-3175

EE Arnaldo Guassieri, R. Elvira Maggi, s/nº, 07861-060, Franco da Rocha, SP, tel. (11) 4443-6098

EE João Amos Comenius, Av. Estevão Mendonça, 439, 04372-050, São Paulo, SP, tel. (11) 3851-8613

EE Maria Pereira Martins, Av. Anita Garibaldi, 5.340, 82220-000, Curitiba, PR, tel. (41) 3585-4280

http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/coordenador-pedagogico/semana-pedagogica-que-nao-pode-faltar-coordenacao-planejamento-515720.shtml?page=0


Feliz aula nova

Por Içami Tiba


Precedendo uma palestra minha, havia um conjunto formado por quatro músicos e um cantor entretendo os professores que aguardavam o início da atividade. Os músicos e a platéia eram tipos muito parecidos. Gostei do conjunto e até acompanhei com os pés o seu animado ritmo.

Dentro do horário, o conjunto terminou a sua apresentação e recebeu calorosos aplausos e assobios. Eu, que já estava na sala, também aplaudi. Foi então que o mestre de cerimônias agradeceu ao conjunto e elogiou o talento dos professores. Os músicos eram professores. Não havia nada que os identificasse como tais. Eu aplaudi os músicos, e quando soube serem professores fiquei bastante surpreso. Não eram profissionais contratados como supus.



Professores de ofício, músicos de oportunidade, não iriam perder aquela ocasião para se apresentar perante todos os seus pares e participantes de todos os níveis da Secretaria de Educação. Prepararam as suas melhores músicas e tiveram grande aceitação da platéia, que cantava com eles. Cada um no seu instrumento, ninguém atravessava a música, não destoava e tão pouco se autovalorizava em detrimento dos outros. Eles foram músicos de Alta Performance.



O tema da minha palestra foi “Educador de Alta Performance”, para motivar os professores nas suas funções escolares, principalmente dentro das salas de aula.



Motivação é uma energia que o próprio professor tem de criar dentro de si. O que ele pode receber é estimulação alheia. Quem confundisse uma com a outra, viveria sem rumo, como um barco a vela que iria para onde os ventos o levassem. O singrar as águas ao sabor dos ventos não leva o barco ao seu destino. Quando a motivação e os estímulos estão na mesma direção diz-se que o mundo conspira a favor. Quanto têm direções diferentes e, principalmente, opostas, que nadamos contra a corrente.



Num barco horrível como está a educação no Brasil, com os alunos formando uma imensa corrente contrária ao aprendizado, é preciso muita motivação para o professor ensinar. Os docentes mais capacitados podem estar nos centros mais avançados. São nas adversidades que se revelam os mais motivados.



Cada início de ano letivo, cada mês, cada semana, cada dia, cada aula é uma oportunidade que o professor tem para estimular o aluno e o aluno para abrir as portas que o aprisionam na ignorância.

Um dos poderes negligenciados pelo professor é o de que ele é um dos mais importantes integrantes na formação do papel de aluno. Um bom professor desenvolve bons alunos. Um mau, desencaminha os bons e lesa os mais fracos, faz do desanimado um excluído.

Se cada professor se preparasse para dar a sua aula como os músicos que me precederam na palestra o fizeram, a receptividade dos alunos seria muito diferente daquela a que ele está acostumado. Talvez os alunos no início sejam espelhos do entusiasmo do professor para, mais tarde, tomarem um caminho próprio, o da indiferença, da perda da esperança em aprender traduzida como falta de vontade de estudar.

O professor, além do conteúdo da aula, passa o entusiasmo através da sua Performance . Se o conteúdo nutre a competência, a Performance anima a alma, eleva a autoestima de cada aluno e o transforma em animador.

A motivação do professor deve permanecer além da aula, pelo curso, para a vida. Enquanto houver algo a ser ensinado ou alguém tiver algo a aprender não serão os estímulos contra a corrente que a extinguirão. A Performance tem que ser proporcional aos desafios. Cada início é a grande oportunidade de animar o aluno a estudar e também de fortalecer a motivação de que o futuro dos seus alunos está agora em suas mãos.



Içami Tiba

Içami Tiba é psiquiatra e educador. Escreveu "Família de Alta Performance", "Quem Ama, Educa!" e mais 26 livros.

Içami Tiba responde a perguntas de internautas; confira aqui.

Site: http://www.tiba.com.br/

Seus artigos só poderão ser reproduzidos com autorização prévia.

http://educacao.uol.com.br/colunas/icami_tiba/2011/02/01/feliz-aula-nova.jhtm

Recursos educacionais abertos tornam a aprendizagem colaborativa uma realidade

por Andressa Rovani


28 JANEIRO 2011

Inspirado no movimento do software livre e com a intenção de utilizar todo o potencial informacional e colaborativo da internet, surgiu em 2007 um movimento que defende a produção de recursos educacionais abertos (REA). No Brasil, a iniciativa ganhou forma no ano seguinte e de lá para cá tem se reproduzido em diversos formatos.

Mauro Panini



Bianca Santana, coordenadora do projeto REA-Brasil, defende o uso das licenças livres

Os conteúdos disponibilizados na web vão de planos de aulas a tutoriais de experimentos científicos, e até mesmo estratégias pedagógicas usadas em outros Estados ou países ficam à disposição de docentes em diversos sites brasileiros e estrangeiros. “É um material produzido e utilizado para educação, publicado na internet, com formato e licença livres, e que permite reutilização”, reforça Bianca Santana, coordenadora do projeto REA-Brasil, o qual integra o portfólio de ações da comunidade REA.



Uma dessas iniciativas brasileiras surgiu quase por acaso, no Paraná. Ao desenvolver um programa de educação continuada para professores da rede pública e incentivar pesquisas sobre metodologias de ensino, o governo local recebeu como resposta um repertório didático inestimável: a produção de "papers" onde os professores revelam como ensinam seus alunos, a forma como inserem a cultura local no contexto da aprendizagem e como eles personalizam seu ato de educar. O programa deu origem ao site Livro Didático Público, que reúne esse vasto material oriundo da produção dos docentes.



Outro exemplo, também de iniciativa governamental, é o Banco Internacional de Objetos Educacionais, criado em 2008 pelo Ministério da Educação. O repositório possui mais de 11 mil objetos, entre vídeos, áudios, textos, apresentações e programas. “A ideia é organizar dentro de uma estrutura curricular o conteúdo disponível em todas as áreas do conhecimento”, diz Carmem Lúcia Prata, coordenadora do banco.



Uma das vantagens do banco, que é abastecido com materiais de acesso público do mundo todo, é o fato de que equipes formadas por estudantes de licenciatura avaliam o material coletado para evitar erros graves e o disponibilizam de forma organizada. “Isso economiza tempo do professor porque ele não precisa avaliar se o conteúdo está certo ou errado”, diz Carmem. Hoje, só docentes podem ceder material, mas a instituição trabalha para que, em breve, qualquer pessoa possa contribuir com recursos educativos



Alguns sites de recursos abertos para uso na educação



• Domínio Público

• Portal do Professor

• Para estimular o compartilhamento de informações entre educadores, o MEC criou o Portal do Professor, onde é possível publicar planos de aula e comentar as estratégias pedagógicas utilizadas por profissionais do país todo. O site tem hoje cerca de 180 mil educadores inscritos e 10 mil sugestões de aula do Brasil inteiro. “Esperamos que o professor possa gerar conteúdo, mas nosso maior interesse é que ele construa novas estratégias de ensino”, afirma Carmem.



No Portal do Professor ou no Banco Internacional, porém, nem todos os arquivos à disposição do visitante são arquivos-fonte, ou seja, somente parte deles pode sofrer modificações quando salvos no computador. Esse empecilho esbarra, segundo Bianca Santana, em um dos princípios dos recursos abertos, que determina que o conteúdo possa ser alterado de acordo com o interesse de quem faz uso dele. Um plano de aula, por exemplo, deve permitir obras derivadas: é preciso que outro professor possa alterar o conteúdo e adaptá-lo a sua realidade. “O remix [reúso] é essencial porque consegue preservar a autoria de cada um permitindo a autonomia do professor para que ele use o material como quiser”, explica.



Professor como autor



A ideia é que, aos poucos, o educador que busca os recursos abertos para enriquecer suas aulas também se torne um autor, assim como desejava Paulo Freire. “É um processo longo, não é só o conhecimento da tecnologia, mas uma mudança na prática educativa”, afirma Carmem.



Agora, em vez de seguir à risca o livro, o professor começa, aos poucos, a ser peça colaborativa na elaboração de materiais didáticos. Um caso nos Estados Unidos é inspirador: a editora Flat World Knowlege produz – e vende – livros didáticos. Em seu site, contudo, qualquer pessoa pode ler os livros produzidos por ela, de graça. Ao se deparar com o conteúdo, é possível definir a sequência de capítulos, que exercícios devem fazer parte do livro ou mesmo incluir outras anotações para seus alunos. A empresa lucra ao imprimir as obras da forma como o professor o escolheu. E as alterações sugeridas seguem para os autores, para que eles julguem se o que o professor mudou deve fazer parte de todas as edições, tornando-o coautor da publicação.



Cuidados antes de colocar conteúdo na rede



O conteúdo aberto e a licença livre são características dos recursos educacionais abertos, mas isso não significa que quem os produziu não possua direitos sobre o material. Existem licenças flexíveis que permitem – ao contrário do copyright – que nem todos os diretos estejam reservados ao autor.



Essa licença pode ser feita no site brasileiro da Creative Commons. Bastante didático, o portal informa como fazer e permite que a licença seja construída na hora, de acordo com os interesses do autor. Essa etapa é importante porque, pela lei brasileira do direto autoral, se não está claro que o material é um conteúdo aberto e livre, ele não pode ser usado, mesmo para fins educacionais e não comerciais.



Ao publicar material aberto na rede, é possível, por exemplo, restringir a comercialização do objeto ou exigir que o nome do autor seja citado, entre outras opções. “Isso dá mais poder ao educador, que define o que pode e o que não pode fazer com o material dele”, explica Bianca. “No ambiente colaborativo, as pessoas reconhecem a autoria e produzam em cima do que foi criado, pensando que é algo importante para o coletivo.”









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Site disponibiliza material para aprendizagem de matemática



http://www.institutoclaro.org.br/em-pauta/recursos-educacionais-abertos-tornam-a-aprendizagem-colaborativa-uma-realidade/

Lembrancinhas para volta ás aulas

















Já vai começar mais um ano letivo e mais uma vez, a massinha de modelar entra em ação, pois as crianças amam brincar com ela, que é além de uma diversão, ótima coordenação motora fina e estimula a criatividade.




Materiais:

2 xícaras de farinha de trigo



1 xícara de sal



2 colheres de óleo de cozinha



Corantes de alimento



Água, quantidade necessária



Passo-a-passo:

Em uma tigela misture a farinha de trigo, o sal e o óleo, e pouco a pouco coloque a água, até obter uma boa consistência que lhe permita modelar. Sove bem até que deixe de grudar nos dedos.

Quando você terminar, tinga a massa com os corantes, sovando-a bem. Depois guarde-a coberta com papel filme e na geladeira.

Fonte: http://www.lasmanualidades.com/


Todo o bom professor sabe que os estimulos do movimento da criança aliado ao afeto é a certeza que se vai construir uma base sólida de desenvolvimento integral da criança para toda a vida, por isso que não tem como desvincular educação infantil do coração e para quem gosta dessa area sabe-se que o amor é a base de tudo.


Abaixo coloquei para vocês um texto que explica a base da psicomotricidade na educação infantil, leiam que pode auxiliá-los no desenvolvimento das atividades em sala de aula.





Elementos básicos da psicomotricidade.





• A psicomotricidade é uma técnica que procura destacar a relação existente entre a motricidade, a mente e a afetividade facilitando a abordagem global da criança.





1. Esquema corporal.



Ao conhecimento intuitivo, imediato, que a criança tem do próprio corpo, capaz de gerar nela as possibilidades de atuar sobre as partes do seu corpo, sobre o mundo exterior e sobre os objetos que a cercam denomina-se esquema corporal.

A própria criança percebe-se e percebe os seres e as coisas que a cercam,

Em função de sua pessoa. Sua personalidade se desenvolverá graças a uma progressiva tomada de consciência de seu corpo, de seu ser, de suas possibilidades de agir e de transforma o mundo á sua volta.

A criança se sentira bem á medida que seu corpo lhe obedece, que o conhece bem, que pode utiliza-lo não somente para movimentar-se, mas também para agir.



2. Coordenação dinâmica geral.



É constituída de exercícios de equilíbrio, que é a base essencial da coordenação dinâmica geral.

Os exercícios de equilíbrio têm como finalidade melhorar o comando nervoso,

A precisão motora e o controle global do deslocamento, do corpo no tempo e no espaço.



3. Coordenação visomotora.



Os exercícios de coordenação visomotora têm como finalidade o domínio de campo visual, associado à motricidade fina das mãos, dois elementos básicos para o grafismo.

São exercícios extremamente atraentes á criança, pois são apresentados em forma de jogos de bola. Onde a destreza, o controle muscular (força) e a leveza manual solicitada pelo grafismo.



4. A lateralidade



Durante o crescimento, naturalmente se define o domínio lateral na criança: será mais forte, mais ágil do lado direito ou esquerdo. A lateralidade

Corresponde a dedos neurológicos, mas também é influencia por certos hábitos sociais.

Não devemos confundir lateralidade (domínio de lado em relação ao outro, em termos de força e da precisão) e conhecimento “esquerdo-direito’’(domínio dos termos “esquerda” e “direita”).

O conhecimento “esquerdo-direito” decorre da nação de domínio lateral.È a generalização da percepção do eixo corporal, de tudo o que cerca a criança:esse conhecimento será mais facilmente aprendido quanto mais acentuada e homogênea for a lateralidade da criança. Como efeitos, se a criança percebe que trabalha naturalmente com aquela mão guardará sem dificuldades que “aquela mão” é à esquerda ou à direita. Caso haja hesitação na escolha da mão, a noção de “esquerda-direita’’ não poderá firma-se com segurança. Da mesma forma, em caso de lateralidade cruzada, a criança confundirá facilmente os termos “esquerda” e “direita”. Por ser ora forte do lado direito (por exemplo o pé), ora mais forte do lado esquerdo (a mão).

O conhecimento estável de esquerda e de direita só é possível aos 5 ou 6 anos, e a reversibilidade (possibilidade de reconhecer a mão direita ou a mão esquerda de uma pessoa a sua frente) não pode ser abordada antes dos 6 anos.6 anos e meio, de fato, esse estudo procede os de simetria em orientação especial.



5. Organização e estrutura especial.



È a orientação, a estruturação do mundo exterior referindo-se primeiro ao seu referencial, depois a outros objetos ou pessoas em posição estática ou em movimento.

A estrutura espacial significa:



*A tomada de consciência da situação de seu próprio corpo no meio ambiente, isto é, de lugar e da orientação que pode ter em relação as pessoas e coisas :



*A tomada de consciência da situação das coisas entre si ;



*A possibilidade de organiza-se perante o mundo, que a cerca, de organização as coisas entre si, de colocá-las em um lugar, de movimentá-las.

A todo instante, a criança encontra-se em um espaço bem precioso, onde lhe é solicitada:



*Que se situe (está sentada em uma cadeira, diante de uma mesa):



*Que situe um objeto em relação ao outro(a vasilha de tinta encontra-se ao lado de sua folha, o pincel está dentro da vasilha de tintas):



*Que se organize em função do espaço de que dispõe (espontaneamente a criança desenha um sol no canto superior da folha, uma casa no meio e uma árvore á direita da casa);



*A estruturação especial, portanto, é parte integrante de nossa vida; alias, é difícil dissociar os três elementos fundamentais da psicomotricidade corpo, espaço tempo e, quando operamos com toda dissociação, limitamo-nos a um aspecto bem preciso e restrito da realidade.

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